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SBM Offshore nega assinatura de acordo por corrupção no Brasil

Jornal havia afirmado que companhia de leasing de plataformas de petróleo e gás havia chegado a um acordo de US$ 1,7 bi com autoridades do país

Por Da Redação 8 abr 2015, 12h35

A SBM Offshore, companhia de leasing de plataformas de petróleo e gás holandesa, negou uma notícia de que ela teria chegado a um acordo de 1,7 bilhão de dólares com autoridades brasileiras sobre acusações de corrupção no âmbito da operação Lava Jato. “As discussões com autoridades brasileiras estão em estágios iniciais e números não foram acertados”, disse em comunicado no qual nega matéria publicada pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.

A reportagem informou que a SBM teria aceitado indenizar a Petrobras em 1,7 bilhão de dólares, mas, apesar disso, não consegue fechar um acordo de leniência com o governo devido a um impasse entre o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União.

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Em 2014, a SBM confessou ter oferecido propina a funcionários da Petrobras com o objetivo de ser beneficiada em licitações da estatal para o fornecimento de plataformas de exploração de petróleo. As investigações foram conduzidas por autoridades holandesas depois das denúncias feitas na Operação Lava Jato e posteriormente compartilhadas com a CGU.

Em meados de julho do ano passado, a SBM confirmou à própria Petrobras o pagamento de propina, mas a estatal não informou a confissão a seus acionistas. A então presidente da empresa, Graça Foster, só reconheceu que havia tomado conhecimento da irregularidade em novembro do ano passado, quatro meses depois. A omissão é um dos fatos que embasam a ação movida por investidores contra a empresa nos Estados Unidos.

Em novembro, SBM encerrou um caso envolvendo pagamento de propinas com autoridades holandesas por um valor recorde de 240 milhões de dólares. A companhia estava sendo investigada por pagamentos impróprios a agentes de vendas e membros do governo na Guiné Equatorial, em Angola e no Brasil feitos entre 2007 e 2011.

A companhia, que foi impedida de fazer ofertas por novos contratos no Brasil devido às acusações, disse ainda que está negociando com autoridades brasileiras.

(Com agência Reuters)

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