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Santander não descarta Losanga, mas prefere crescimento orgânico

Em meio a rumores sobre a possível venda da Losango, empresa de soluções financeiras do grupo HSBC, o Santander avalia a situação, mas prioriza um crescimento orgânico, segundo o presidente do banco, Marcial Portela. O executivo deixou em aberto um possível interesse do Santander na Losango ao afirmar que a carteira da instituição é pequena diante dos volumes movimentados pelo grupo espanhol, mas por outro lado o banco pode buscar sinergias que acelerem o crescimento da instituição no Brasil.

“O Santander está em um processo fundamentalmente de crescimento orgânico. Esse é o jeito, abrindo muitas agências… incorporando capacidade de venda porque a população precisa de crédito”, disse Portela. O presidente do Santander acrescentou que a carteira de crédito da Losango representa uma pequena parte do volume movimentado pelo banco espanhol.

“Losango é pouco. Como crédito deve ser equivalente a um crescimento de um mês que nos temos”, disse. Portela reiterou que o Brasil representa hoje 25 por cento dos negócios do grupo Santander no mundo e a meta é elevar a fatia para 30 por cento em quatro anos. Para isso, o banco vai investir 2 bilhões de reais ao ano e abrir 120 novas agencias neste período.

O foco, segundo Portela, será a expansão em cidades emergentes onde a inclusão bancária é menor. O Santander deve ter como outra alavanca do crescimento no Brasil o mercado de óleo e gás, cuja carteira é de atualmente de cerca de 10 bilhões de reais em financiamentos a empresas do setor, da cadeia produtiva e participações em ativos.

“Isso tende a aumentar porque é uma indústria que essa começando e ainda não tem o óleo do pré-sal …. é algo muito promissor e vai subir de forma exponencial nos próximos três, quatro anos”, completou.

(Com Reuters)