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Santander lança plano para utilizar 100% de energia renovável até 2025

Em todo o país, hoje, só 17% da rede do banco é abastecida por fontes alternativas, como solar, eólica e de pequenas hidrelétricas

O banco Santander Brasil vai lançar nesta quinta-feira, 6, um programa com meta de utilizar energia renovável em 100% de sua operação. O objetivo deverá ser cumprido nas 2.286 unidades de atendimento em todo o país até o final de 2021. O banco pretende ser renovável em todas as suas operações até 2025, o que inclui os prédios administrativos e o centro de processamento de dados, o data center de Campinas (SP) –locais considerados de mais difícil implementação. O anúncio acontece no período em que é celebrada mundialmente a Semana do Meio Ambiente.

Pelos planos da instituição, 30% das agências serão abastecidas por energia limpa ainda neste ano, e o percentual será elevado para 70% em 2020. Hoje, o índice já chega a 100% na rede de atendimento de Minas Gerais, enquanto no Rio de Janeiro é de cerca de 70%. Em todo o país, atualmente, apenas 17% desse consumo é suprido por fontes alternativas, como solar, eólica, pequenas hidrelétricas e biogás de aterros sanitários, segundo o banco.

A estratégia do banco será possível por meio da sua mesa comercializadora de energia lançada neste ano, de compra e venda de energia renovável. A instituição não descarta inclusive a instalação de painéis solares em sua rede de atendimento em algumas regiões.

“Seremos 100% renováveis. E isso é parte de uma agenda de responsabilidade socioambiental ainda maior, que passa pela adoção de boas práticas em todas as nossas operações e relações com funcionários, clientes, fornecedores e a sociedade”, afirma o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial. “Mais do que números, estamos comprometidos com princípios, que são inegociáveis, de atuar de forma sustentável.”

Além de tornar a operação mais eficiente e rentável, o objetivo do banco é se conectar às demandas da sociedade, que espera que as empresas gerem menos impacto sobre o ambiente, se posicionando de maneira estratégica com demandas de sustentabilidade. De acordo com o Santander, desde 2015, o banco reduziu em 33% o seu volume de emissões de gases de efeito estufa, com a queda do consumo de energia e de água.