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Santander corta remuneração de Emilio Botín em 32%

O bônus de Botín foi reduzido pela metade, enquanto seu salário foi congelado e ficou em 3 milhões de euros em 2012

O grupo Santander reduziu a remuneração de seu presidente do conselho e fundador, o espanhol Emilio Botín, em 32% em 2012, informou o banco nesta quarta-feira. Segundo o relatório da instituição, Botín recebeu pouco mais de 3 milhões de euros no ano passado. Os demais executivos do alto escalão tiveram seus ganhos reduzidos em 35%, disse o banco.

O bônus de Botín caiu pela metade, enquanto seu salário foi congelado.

O acompanhamento público sobre pagamentos de executivos de companhias abertas mantém-se particularmente intenso na Grã-Bretanha, cinco anos depois de grandes bancos britânicos terem de ser socorridos pelo governo. Em meio a tantas controvérsias sobre o tema, o Parlamento Europeu cogita até mesmo impor um teto para os bônus dos banqueiros.

Outro executivo do Santander que teve um forte corte salarial foi o presidente-executivo, Alfredo Saenz, que está no centro das atenções neste mês após um tribunal espanhol anular parcialmente uma absolvição oficial que lhe foi concedida em 2011. Os ganhos de Saenz no maior banco da Espanha caíram quase um terço, para 8,24 milhões de euros no ano passado.

O Santander, que este mês divulgou uma queda de 59% no lucro líquido de 2012, disse que o salário fixo para diretores permanecerá congelado aos níveis de 2009. A filha de Botín, Ana Patricia, que comanda o braço britânico do Santander, teve um corte de bônus menos duro do que outros executivos. A remuneração variável dela caiu em cerca de 21%, para 2,25 milhões de euros.

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(Com Reuters)