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Samsung pedirá bloqueio das vendas do iPhone 4S na França e Itália

Este é o novo capítulo da guerra legal entre as duas principais fabricantes de smartphones e tablets do mundo

A Samsung Electronics anunciou nesta quarta-feira em comunicado que apresentará ações na Justiça da França e da Itália pedindo a proibição da distribuição do novo iPhone 4S da Apple nestes países, em um novo capítulo do litígio entre as duas companhias.

As denúncias serão apresentadas nos tribunais de Paris e Milão pela violação de duas tecnologias relacionadas à transmissão de dados móveis, “especificamente dos padrões Wideband Code Division Multiple Access (WCDMA) para celulares 3G”.

“A Samsung considera que a violação da Apple é tão grave que as vendas do iPhone 4S devem ser bloqueadas”, informou a companhia a partir de Seul. Segundo a fabricante mundial de celulares, existem demandas similares em outros países.

iPhone 4S – Nesta terça-feira, a Apple apresentou o iPhone 4S, uma versão melhorada de seu último iPhone no mercado, que estará disponível nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão e Reino Unido a partir de 14 de outubro e que traz um preço menor em relação às versões anteriores.

Batalha legal – Um porta-voz da Samsung confirmou ainda que seus advogados pediram à União Europeia (UE) que anule os direitos exclusivos da Apple sobre o desenho de seu tablet iPad, para evitar novos problemas de patentes.

Este é o novo capítulo de uma guerra legal entre as duas principais fabricantes de smartphones e tablets, que começou em abril. A batalha parece estar a favor da Apple, que conseguiu a suspensão das vendas dos tablets Galaxy Tab da Samsung na Alemanha desde agosto.

Na Austrália, a Apple tem em andamento um processo similar contra os tablets da Samsung, que ofereceu acordo sobre patentes para que o novo Galaxy Tab 10.1 possa ser comercializado antes do Natal – pacto que a multinacional da Califórnia negou.

A Apple acusa a Samsung de copiar o desenho e algumas funções de seus iPhone e iPad, enquanto a sul-coreana garante que essas ideias não são propriedade exclusiva de seu concorrente. Ao mesmo tempo, a companhia contra-atacou com outras ações de patentes, que somam já vinte no mundo todo.

(com Agência EFE)