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Saiba como evitar fraudes na Black Friday

Em oito passos, como evitar ser enganado com as diversas promoções oferecidas nesta sexta-feira

Por Lucas Mello - 22 nov 2018, 17h25

A Black Friday, promoção do varejo inspirada em tradição americana, ganha cada vez mais adeptos no Brasil. Pesquisa realizada pela Ebit|Nielsen mostra que 88% dos consumidores pretendem fazer compras na liquidação nesta sexta-feira, 23, por todo o Brasil. Quando a Black Friday começou no Brasil, em 2012, muitas lojas fizeram falsas promoções, fazendo com que a data recebesse o apelido de Black Fraude. A prática irregular rendeu até um meme famoso: ‘compre tudo pela metade do dobro’.

“Para quem não está habituado a comprar na internet, é um pouco difícil saber se trata-se de uma fraude, mas é bom lembrar que as fraudes não acontecem somente em compras online. Elas podem acontecer em lojas físicas também, como em estabelecimentos que aumentam os preços antes de baixarem na Black Friday”, explicou a advogada Juliana Moya, representante da Proteste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

Para que os consumidores não caiam em armadilhas e sejam enganados por preços distorcidos, a Proteste oferece dicas simples para quem for comprar na Black Friday:

  • Comparar preços com outras lojas

Apesar de aparecerem com o termo “desconto”, alguns produtos podem estar com preço superiores a outras lojas igualmente seguras. Por isso, é importante monitorar os preços em diversos estabelecimentos. “O ideal era que o consumidor começasse a fazer uma comparação de preços com antecedência. A Proteste lançou um comparativo de preços que fizemos com mais de 800 produtos mais vendidos na Black Friday”, diz a advogada da entidade, Juliana Moya.

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  • Desconfiar de valores muito abaixo da média

Toda empresa necessita de uma margem de lucro na venda de seus produtos. Somente em casos especiais, em vendas secretas, como no Magazine Luiza, ou um leilão, como nas Casas Bahia, a queda do preço acentuada não significa fraude, mas sim uma jogada de marketing. “Nas redes de lojas maiores é mais seguro fazer essa compra, tanto pelo site oficial quanto na loja. Em sites cuja procedência o consumidor não conhece muito bem, pode se tratar de um produto falsificado. Os descontos sempre são permitidos nas lojas, mas quando o valor fica muito abaixo do mercado, é para desconfiar. Pode se tratar de uma queima de estoque que alguma rede pode fazer mesmo perdendo sua margem de lucro. Mas em sites menores, é bom desconfiar”, explicou Moya.

  • Verificar se a compra pode ser cancelada

Em caso do produto não ser enviado, o consumidor deve ter ao seu lado a possibilidade de cancelar a compra, em defesa do consumidor. “O código de defesa do consumidor permite que qualquer compra possa ser cancelada em até sete dias, quando é feita pela internet. Depois desses sete dias, o consumidor só pode devolver o produto sem defeito se isso estiver estipulado na política da loja”, especificou Moya.

  • Evitar depósitos bancários como forma de pagamento

Existem pessoas que aplicam golpes via boletos falsos, que direcionam o pagamento para uma conta de pessoa física, e não de uma empresa. É importante verificar qual o destino do dinheiro depositado. É importante também desconfiar de sites que só têm como forma de pagamento transferência ou depósito em conta. “Desaconselhamos completamente sites que só tenham como método de pagamento depósito bancário ou por boleto, porque a maioria dos casos de fraude acontece em estabelecimentos que não aceitam cartão de crédito ou outro tipo de pagamento eletrônico. Isso dificulta o rastreamento do pagamento para comprovar a fraude”, afirmou Moya.

  • Informações claras da loja

Em compras pela internet, é importante consultar as informações da loja no site da empresa. Existência de CNPJ, endereço, telefone e canais de atendimento ao cliente dão maior credibilidade ao vendedor. Com esses dados, é possível consultar o registro da empresa na Receita Federal pelo site do órgão.

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  • Consultar sites de reclamação e do Procon para conhecer a reputação da empresa

Consumidores insatisfeitos costumam publicar suas reclamações sobre as empresas na internet. Pelos sites de reclamação, do Procon e até pelas redes sociais da empresa é possível consultar a reputação e até possíveis reclamações.

  • Certificado digital

Lojas com site protegidos ou com alguma política de segurança, como o endereço com “https”, criptografia, certificados digitais e sites blindados dão mais garantia de legalidade à empresa. “Temos um guia de comércio online no nosso site que permite ao consumidor saber se o site é confiável”, encerrou Moya.

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