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Sachs sai da disputa e apoia candidatura de Kim para Banco Mundial

Washington, 23 mar (EFE).- O economista americano Jeffrey Sachs, que havia anunciado sua candidatura à presidência do Banco Mundial (BM)por iniciativa própria, mudou de ideia para apoiar Jim Yong Kim, proposto nesta sexta-feira pelo governo dos Estados Unidos.

Kim, de 52 anos, é um ‘candidato magnífico’ e ‘um líder mundial no âmbito do desenvolvimento’, afirmou Sachs, professor da Universidade de Colúmbia de Nova York, em sua conta no Twitter.

Nas próximas horas termina o prazo para apresentar as candidaturas para suceder Robert Zoellick à frente do BM, que conclui seu mandato no dia 30 de junho e anunciou que não tentará a reeleição.

O presidente de EUA, Barack Obama, propôs como candidato Kim, ex-diretor do Departamento de Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS). ‘Já é hora de um profissional do desenvolvimento liderar a maior agência de desenvolvimento do mundo’, destacou.

Por enquanto, além de Kim, foi indicada a ex-ministra de Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, que recebeu o apoio da África do Sul, Angola e seu país natal.

Em entrevista coletiva realizada hoje em Pretória, o ministro de Finanças sul-africano, Pravin Gordhan, e a ministra de Planejamento angolana, Ana Dias Lourenco, manifestaram seu respaldo a Okonjo-Iweala, também presente no ato.

‘Como africanos, estamos orgulhosos de confirmar que ela será candidata. Ela tem ampla experiência como ministra de Finanças e passou muitos anos no Banco Mundial’, disse Gordhan, citado pela agência de notícias sul-africana ‘Sapa’.

Além da ministra nigeriana, o ex-ministro da Fazenda da Colômbia, José Antonio Ocampo, anunciou sua intenção de apresentar-se como candidato para presidir o organismo multilateral com sede em Washington, embora a falta de apoio do governo de seu país tenha debilitado sua posição.

O Banco Mundial foi dirigido desde sua fundação em 1944 por um americano, enquanto sua instituição irmã, o Fundo Monetário Internacional (FMI), esteve liderado por um europeu, em um pacto tácito que se manteve e que refletia a repartição de poder da época.

Este acordo foi questionado pelos países emergentes, que assinalaram que seu crescente peso econômico mundial deveria ser acompanhado por uma maior representação nos organismos internacionais.

Em comunicado conjunto divulgado hoje, África do Sul, Angola e Nigéria pediram que a designação do presidente do Banco Mundial seja ‘baseada no mérito, aberta e transparente’, e sublinharam que Okonjo-Iweala ‘tem todos as credenciais e qualidades para ser uma líder excepcional no BM’.

A candidata nigeriana, por sua parte, declarou que espera ‘uma competição com candidatos muito fortes’, mas que se sente muito segura.

A expectativa é que o Diretório Executivo do BM publique a lista das candidaturas finais logo que terminar o prazo, e posteriormente os selecionados deverão viajar para Washington para reunir-se com seus 25 membros.

O BM detalhou que espera nomear seu novo presidente em um encontro organizado junto com FMI entre os dias 20 e 22 de abril. EFE

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