Sabesp diz ter levado tratamento de esgoto a 4,7 milhões de pessoas após privatização
Presidente da companhia, Carlos Piani afirma que empresa acelerou investimentos para cumprir meta de universalização até 2029
A Sabesp levou tratamento de esgoto a 4,7 milhões de pessoas desde a privatização, segundo Carlos Piani, presidente da companhia. Durante o VEJA Fórum Saneamento, realizado nesta terça-feira, 29, em São Paulo, o executivo afirmou que a empresa acelerou o ritmo de obras para alcançar a universalização dos serviços até 2029.
Além do avanço no tratamento de esgoto, Piani afirmou que 2,3 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água e 2,6 milhões à coleta de esgoto no período. Segundo ele, os resultados até 2025 superaram as metas estabelecidas pela companhia. “Antes a companhia andava a 50 km/h, a gente está andando a quase 300 km/h”, afirmou o executivo ao comparar o atual ritmo de expansão com o período anterior. Como exemplo, Piani disse que a companhia realizou 1,3 milhão de ligações em doze meses, enquanto o programa Novo Rio Pinheiros havia realizado cerca de 650 mil em 42 meses.
A aceleração ocorre diante de uma meta mais curta do que a estabelecida para boa parte do setor. Enquanto o Marco Legal do Saneamento definiu 2033 como prazo para a universalização, a Sabesp assumiu o compromisso de atingir a meta em 2029. Após a privatização, a empresa também passou a ter a obrigação de atender áreas rurais e aglomerados informais nos municípios incluídos no processo.
Piani afirmou que, antes da privatização, cerca de 6 milhões de pessoas no estado de São Paulo ainda não tinham tratamento de esgoto. Na área atendível da Sabesp, 98% da população tinha acesso à água potável e 93% à coleta de esgoto, mas apenas 85% do esgoto coletado era tratado. Para cumprir as novas metas, a companhia estima investimentos da ordem de R$ 70 bilhões para alcançar a universalização, montante equivalente, segundo Piani, ao valor da base de ativos da Sabesp na época da privatização. “O que a gente tinha era um desafio de fazer em cinco anos o que foi construído em 50”, afirmou.
O próximo foco da companhia será o interior paulista. A Sabesp pretende acompanhar metas de água, coleta e tratamento de esgoto por município entre as 371 cidades que participaram do processo de privatização.
Além da universalização, Piani apontou a segurança hídrica como outro desafio para São Paulo. Segundo o executivo, a Região Metropolitana tem disponibilidade hídrica inferior à recomendada por organismos internacionais, o que exigirá novos investimentos para ampliar a segurança do abastecimento. Para o presidente da Sabesp, a experiência paulista mostra que a combinação entre regulação previsível e capacidade de execução será determinante para cumprir as metas. “Com uma regulação robusta, previsível e segura, com boa execução, é possível universalizar”, disse.





