Rússia quer derrubar Starlink de Elon Musk na guerra da Ucrânia
Interferir na comunicação do inimigo tornou-se tão importante quanto atacar seus soldados
A guerra na Ucrânia acaba de entrar em uma nova fase tecnológica. Depois de ver os drones ucranianos, guiados pela rede de internet via satélite Starlink, provocarem estragos em bases, depósitos de combustível e centros logísticos, a Rússia passou a investir em sistemas de guerra eletrônica destinados a neutralizar a principal vantagem digital de Kiev: a conexão fornecida pela empresa de Elon Musk.
Segundo relatos de militares ucranianos ouvidos pela agência Reuters, Moscou começou a empregar equipamentos de interferência eletrônica, como os sistemas Volna, Kupol e Garant, capazes de bloquear ou degradar o sinal do Starlink em áreas de até 20 quilômetros quadrados. O objetivo é impedir que drones mantenham comunicação estável com seus operadores durante as missões, reduzindo a precisão dos ataques e comprometendo a coleta de informações em tempo real.
Desde o início da invasão russa, em 2022, a Starlink tornou-se uma peça-chave da estratégia militar ucraniana. Além de garantir comunicações em regiões onde a infraestrutura convencional foi destruída, o sistema permite ataques de longa distância contra alvos russos. Esse fator ajudou a transformar os drones em uma das armas mais eficazes do conflito.
A resposta russa mostra como a guerra eletrônica está presente no campo de batalha moderno. Além de tentar “cegar” os drones ucranianos, Moscou também vem adotando outras medidas defensivas, como camuflar veículos militares, dispersar depósitos de combustível e alterar rotas logísticas para dificultar sua localização. Ainda assim, segundo comandantes ucranianos, os equipamentos de interferência passaram a ser prioridade máxima para destruição, e pelo menos duas dessas plataformas já teriam sido eliminadas em operações recentes.







