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Rompimento de Cunha cria ‘risco político’ e dólar volta a R$ 3,20

Presidente da Câmara se irrita com governo após ser citado na Lava Jato e ajuda a alterar rumo dos mercados nesta sexta

Por Da Redação - 17 jul 2015, 17h56

Analistas enxergaram a ampliação do ‘risco político’ no Brasil, com o rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o Palácio do Planalto. Isso atingiu em cheio os mercados financeiros. O dólar, que já subia desde cedo, chegou a ser cotado acima dos 3,20 reais no balcão, para depois encerrar nos 3,19 reais, em alta de 1,24%.

O giro no mercado à vista de câmbio, perto das 16h30, somava 1,36 bilhão de dólares. Na cotação mínima do dia, vista às 9h25, a moeda marcou 3,1580 de reais (+0,16%). Naquele momento, a moeda reagia ao mal-estar com a denúncia de que Cunha teria recebido 5 milhões de dólares de propina. Além disso, o viés para o dólar no exterior também era de alta.

Só que as cotações aceleraram, em especial no fim da manhã, após Cunha iniciar o contra-ataque em Brasília. O deputado anunciou o rompimento com o governo e defendeu que o PMDB, seu partido, também faça isso. A leitura de que a crise política dificulta a aprovação de medidas fiscais no Congresso, em um momento de ajuste da economia, fez os investidores buscarem a segurança do dólar.

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Em função disso, a moeda americana marcou a máxima de 3,20 reais (1,59%) no balcão às 11h42. Durante a tarde, houve certa acomodação, mas ainda assim o dólar terminou em alta consistente, mais acelerado do que sugeria o cenário externo.

No exterior, as declarações mais recentes da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, e os números positivos divulgados pela manhã nos EUA definiram o viés de alta para o divisa norte-americana ante várias moedas. A visão é de que o Fed terá espaço para elevar juros ainda este ano.

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Assim, perto das 16h30, o dólar subia 0,44% ante o dólar australiano, avançava 0,23% ante o canadense, tinha ganho de 0,38% ante o peso chileno e ganhava 0,51% ante o peso mexicano. Porém, caía 0,17% ante o dólar neozelandês. No mercado futuro brasileiro, que funciona até as 18h, o dólar para agosto subia 0,99%, a 3,2075 reais.

(Com Estadão Conteúdo)

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