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Risco de falta de energia já ultrapassa limite tolerável no Sudeste

Previsão para risco de desabastecimento de energia bateu em 7,3%, acima do teto de 5% aceitável pelo Conselho Nacional Política Energética (CNPE)

Duas semanas após o apagão que deixou três regiões do país sem energia, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aumentou, na terça-feira, o risco de desabastecimento de eletricidade na região Sudeste/Centro-Oeste neste ano. Antes em 4,9%, agora o indicador está em 7,3%. O limite tolerado pelo Conselho Nacional Política Energética (CNPE) é de 5%. Ou seja, na prática, o sistema já alertou que o risco de um desabastecimento está acima do permitido e já seria o caso de conter a demanda. Para a região Nordeste, o risco manteve-se estável em 1,2% neste ano. Esses números consideram a série histórica de chuvas dos últimos 82 anos.

Pela primeira vez, o CMSE também divulgou uma estimativa para o risco de desabastecimento considerando um cenário de “despacho pleno” das usinas térmicas do país em 2015. Nesse caso, o risco para a região Sudeste/Centro-Oeste seria de 6,1%, também acima do limite tolerado. Já na região Nordeste, o risco de déficit de eletricidade seria zero nesse segundo cenário.

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Apesar dos números alarmantes, o Ministério de Minas e Energia (MME) reiterou que o sistema nacional tem “condições estruturais” para abastecer o país e relatou que existe uma sobra de eletricidade de cerca de 7.300 MW médios para atender à demanda prevista. A pasta alegou ainda que empreendimentos de geração que ainda entrarão em operação este ano adicionarão mais 6.410 MW médios a essa capacidade.

De acordo com o comunicado, as chuvas continuaram abaixo do volume normal na maioria das regiões em janeiro. No Sudeste/Centro-Oeste, as chuvas atingiram apenas 38% da média história; no Nordeste menos ainda, 28%; e no Norte, 60%. Apenas no Sul as chuvas ficaram acima da média história e atingiram 215%. “As afluências nos próximos meses serão relevantes para a avaliação da adequação das condições de suprimento para 2015, o que reforça a necessidade de um monitoramento permanente”, concluiu o documento.

(Com Estadão Conteúdo)