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Riqueza das famílias no mundo bate novo recorde

Fortuna acumulada foi de US$ 263 trilhões, segundo Credit Suisse. Riqueza das famílias brasileiras triplicou entre 2000 e 2014

Por Da Redação 14 out 2014, 15h01

A riqueza das famílias no mundo alcançou o recorde de 263 trilhões de dólares em 2013, alta de 8,3% na comparação com o ano anterior, mostrou o estudo “Global Wealth Report”, publicado nesta terça-feira pelo banco Credit Suisse. O montante corresponde a 56 mil dólares por adulto e supera em 20% o recorde conquistado antes da crise financeira em 2008.

Global Wealth Report

O relatório, elaborado pelo banco Credit Suisse, traz informações sobre a riqueza acumulada por famílias no mundo todo. O estudo mede e analisa as tendências e perspectivas de acumulação de renda desde as camadas sociais mais pobres até as mais altas.

Em um capítulo dedicado ao país, o estudo diz que a riqueza média das famílias brasileiras triplicou entre 2000 e 2014, passando de 7,9 mil dólares po adulto para 23,4 mil dólares. “”Entretanto, o crescimento perdeu força nos últimos anos e ficou em média em 1% em moeda local de 2011 a 2014. Em dólares, a riqueza por adulto caiu 14% desde 2011”, informa o banco. Como outros países da América Latina, o Brasil tem mais pessoas na faixa entre 10 mil a 100 mil dólares em relação ao resto do mundo.

Ainda conforme o estudo, no ano passado, o Brasil ganhou 200 novos “ultra ricos”: no total 1.900 mil brasileiros possuem patrimônio superior a 50 milhões de dólares.

Por região, a América do Norte concentra 34,7% das famílias mais ricas no mundo, sendo que os Estados Unidos detêm 41% das pessoas com patrimônio acima de um milhão de dólares. Na sequência está a Europa (32,4%) e Ásia-Pacífico (18,9%), com exceção da China. A riqueza acumulada das famílias nas três regiões aumentou em 715 bilhões de dólares em 2013 na comparação com 2012.

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O banco avalia que uma economia mundial apática não impediu o crescimento das riquezas das famílias. Atualmente 400 milhões de pessoas no mundo possuem patrimônio acima de 100 mil dólares, praticamente o dobro das 217 milhões de pessoas em 2010. O mercado financeiro e o mercado imobiliário ajudaram a compensar a atividade mais fraca, com a valorização das ações e o aumento do preço médio dos imóveis em alguns países.

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Desigualdade – O Credit Suisse divulgou pela primeira vez um indicador de desigualdades. Conforme a instituição financeira, as desigualdades têm se agravado desde 2000 na América Latina e na África, mas sobretudo na Índia e na China. Ainda assim, o indicador caiu ligeiramente nos Estados Unidos e na Europa.

(Com agência France-Presse)

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