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Rio+20 discute fundo de US$ 30 bi/ano para desenvolvimento sustentável

O G77, que reúne boa parte dos países em desenvolvimento, e a China, propuseram nesta quarta-feira aos participantes da Rio+20 a criação de um fundo de US$ 30 bilhões ao ano para financiar o desenvolvimento sustentável, informou Luiz Alberto Figueiredo Machado, secretário executivo da delegação brasileira na Rio+20.

“O grupo 77 e a China têm uma ideia para a criação de um fundo para o desenvolvimento sustentável da ordem de 30 bilhões de dólares por ano, e esta é uma proposta que tem grande respaldo dentro do grupo e faz parte da negociação em curso”, disse Figueiredo, durante entrevista coletiva no primeiro dia do evento, que se estenderá até 22 de junho.

A conferência da ONU, a quarta do tipo desde 1972, discute a transição para uma economia verde e social, que leve em conta a necessidade de preservar os recursos naturais do planeta e o combate à pobreza.

O financiamento desta transição, especialmente para os países em desenvolvimento, “é uma questão importante que precisa ser resolvida”, disse Figueiredo.

“Os meios de implementação têm sido cruciais em todas as conferências deste tipo”, assegurou, sobretudo em um momento em que “os doadores tradicionais atravessam dificuldades econômico-financeiras e se retraem diante dos compromissos assumidos no passado”, o que traz dificuldades para assumir novos aportes para o futuro.

As economias emergentes não estão dispostas a assumir a dívida dos países ricos em cooperação internacional e este será um dos temas mais difíceis de conciliar na cúpula, acrescentou Figueiredo em entrevista ao jornal Valor publicada nesta quarta-feira.

As negociações entre governos se estenderão até que se chegue a um acordo que deverá ser firmado pelos chefes de Estado e de governo que se reúnem entre 20 e 22 de junho, embora os negociadores não escondam que falta muito para um consenso.