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Rio Investors Day terá presença de 70 fundos estrangeiros

Por Mariana Durão

Rio – Grupos internacionais responsáveis pela gestão de trilhões de dólares em ativos desembarcam no Rio de Janeiro na próxima semana para o Rio Investors Day (RID), nos dias 21 e 22. Pesos pesados como o americano BlackRock (que sozinho movimenta US$ 3,684 trilhões), Aberdeen, Artisan Partners, GIC (do governo de Cingapura) e o russo NHC Capital são alguns dos 70 estrangeiros que estarão presentes.

É o triplo do ano passado, primeira edição do evento, que tem como foco incluir a capital carioca no calendário financeiro global. O salto mostra que ainda é grande o interesse de investidores institucionais por oportunidades no Brasil, apesar do desconforto gerado por medidas como a taxação de operações financeiras e a redução da Selic.

O ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, Armínio Fraga, dividirá o palco com o ambientalista e ganhador do Nobel da Paz em 2007, Thomas Heller. Vão falar de sustentabilidade, um tema cada vez mais presente nas decisões de investimento de grandes empresas e gestores de recursos.

A expectativa é que os grandes eventos esportivos a serem sediados no Rio e os planos dessas empresas, em especial da Petrobrás, tenham um efeito catalisador na carteira de negócios da cidade. Isso inclui a revitalização de setor financeiro carioca, esvaziado desde o fechamento da Bolsa de Valores do Rio, há mais de uma década.

Uma das principais entusiastas da ideia é a secretária de Fazenda do Rio, Eduarda La Rocque. Os planos da executiva incluem criar na Zona Portuária do Rio um centro financeiro nos moldes do londrino Canary Wharf. Próxima aos dois aeroportos da cidade, a área será revitalizada.

A estratégia é ser um polo complementar a São Paulo, e não competir com a capital paulista, centro financeiro do País. “Os grandes bancos comerciais já foram para São Paulo e não almejo trazê-los de volta. Mas há um espaço gigantesco para bancos de investimento, butiques financeiras, fundos de private equity e venture capital”, diz Eduarda.

Para o conselheiro consultivo da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e presidente do Ibmec, Thomas Tosta de Sá, esse é um movimento lógico. Os aportes da Petrobrás para desenvolver o pré-sal impulsionam a cadeia local de fornecedores do setor de óleo e gás. “Essas empresas vão precisar de recursos que virão, por exemplo, dos fundos de private equity”, aponta.

O processo de atração de investidores parece já ter sido iniciado. A californiana Pimco, maior gestora de recursos de renda fixa do mundo, que administra US$ 1,77 trilhão, anunciou a abertura de um escritório no Rio em setembro. Será a base para suas operações na América Latina.

Outra que montou escritório na cidade foi a H.I.G Capital, que tem US$ 8,5 bilhões sob gestão em fundos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.