Rigor acadêmico, solidez financeira e inovação: a lição de excelência da PUC-Campinas
Universidade do interior paulista é pelo segundo ano consecutivo a melhor empresa de educação no ranking
Em 2026, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) comemora 85 anos de história. E, pela segunda edição consecutiva do TOP30, sua mantenedora, a Sociedade Campineira de Educação e Instrução, consolida-se como a melhor empresa no setor de educação no ranking. Em 2025, a instituição sem fins lucrativos — vinculada às diretrizes educacionais do Vaticano, mas com autonomia administrativa, financeira e jurídica — teve receita líquida de quase 1,2 bilhão de reais e rentabilidade de 18,9% sobre o patrimônio líquido. Por ser filantrópica, os valores são reinvestidos nela mesma. O cuidado administrativo garante a excelência acadêmica: trata-se da melhor universidade privada do interior do país, segundo o QS World University Rankings: Latin America & The Caribbean.
Sob a gestão do reitor Victor de Barros Deantoni, que assumiu o posto em fevereiro deste ano, a universidade iniciou um novo ciclo de planejamento, baseado na troca com a comunidade acadêmica e na metodologia OKR (sigla em inglês para Objetivos e Resultados-Chave), com foco em prepará-la para os desafios da transformação tecnológica e das novas demandas do mercado de trabalho. “A ideia é que os nossos objetivos venham da escuta da comunidade, para que as pessoas se sintam mais pertencentes”, diz Deantoni. Entre as iniciativas da reitoria está a implementação do novo plano estratégico, que prevê a revisão dos currículos de graduação para adequá-los às competências exigidas pelo mercado. Paralelamente, mantém investimentos em infraestrutura e sustentabilidade, concluindo o projeto de climatização das salas de aula integrado à expansão da geração de energia solar. Junto a isso, ainda, são ampliadas ações de eficiência hídrica, iluminação com LED e eletrificação da frota.
O compromisso com a inovação também continua em foco. Além da ampliação das atividades de extensão e da reestruturação de sua governança, a universidade prepara a solicitação para a abertura de cursos de doutorado nas áreas de direito e sustentabilidade e avança na implantação de um edifício voltado ao desenvolvimento de pesquisas em IA em parceria com empresas. A proposta busca aproximar ainda mais a produção científica das demandas da sociedade e do setor produtivo.
O desempenho da PUC-Campinas reflete um conjunto de fatores que vão além dos indicadores financeiros. “Uma boa instituição olha para o passado, preserva sua marca, mas também enxerga o presente e o futuro por meio de uma governança profissionalizada”, diz Paulo Presse, da consultoria Hoper Educação. Ao combinar gestão profissional, sustentabilidade financeira, excelência acadêmica e planejamento de longo prazo, a universidade reforça seu compromisso de formar profissionais preparados para um mercado em constante transformação, sem abrir mão de sua missão social e humanística.
Publicado em VEJA, agosto de 2026, edição VEJA Negócios nº 29







