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Reunião do Fed começa com melhora no panorama econômico americano

Washington, 24 jan (EFE).- O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) iniciou nesta terça-feira sua primeira reunião de 2012 em meio a indícios de que a política monetária que manteve por três anos contribuiu para a reativação econômica dos Estados Unidos após a pior recessão no país em quase oito décadas.

O Comitê de Mercado Aberto, que dirige a política monetária, anunciará suas decisões nesta quarta-feira à tarde, duas horas após uma entrevista coletiva do presidente da instituição, Ben Bernanke.

O Fed já anunciou que manterá até meados de 2013 sua política monetária, que mantém uma taxa básica de juros de 0,25% desde dezembro de 2008. Por isso, a expectativa nos mercados é em relação a outras medidas de estímulo e a que ritmos elas serão aplicadas.

O banco central americano adquiriu US$ 2,3 trilhões em títulos hipotecários e bônus do Governo em duas rodadas de intervenção desde 2009.

Em setembro de 2011, anunciou que venderia US$ 400 bilhões em bônus de curto prazo para adquirir um montante similar em bônus de longo prazo, um programa que procura diminuir os custos de empréstimos para empresas e consumidores.

Analistas de mercados esperam que o Federal Reserve inicie uma terceira rodada de estímulo em abril ou antes do meio do ano.

No último trimestre de 2011, a atividade econômica dos EUA cresceu a um ritmo anualizado de 3%, após ter atingido uma taxa de 1% nos três meses anteriores, segundo cálculos dos analistas. O Governo anunciará seu relatório sobre o Produto Interno Bruto (PIB) na sexta-feira.

As compras nos lares cresceram num ritmo anual de 2,4% entre outubro e dezembro, comparado com um ritmo de 1,7% no trimestre anterior.

Na segunda metade do ano passado, as empresas criaram 853 mil empregos e a taxa de desemprego caiu a 8,5%, a mais baixa em quase três anos.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 3% o ano passado, o maior aumento nos últimos quatro anos. Embora esse acréscimo seja o dobro do que no ano anterior, os dados mensais mostram uma desaceleração da inflação, que em junho tinha um índice anual de 3,9%, antes das quedas dos preços no setor energético. EFE