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Resgate de bancos espanhóis deve custar 40 bi de euros

Valor foi apontado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) nesta sexta-feira

Os bancos espanhóis precisam de ao menos 40 bilhões de euros, o equivalente e cerca de 100 bilhões de reais, para se recapitalizarem, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta sexta-feira. Em meio a crescentes rumores de que o governo espanhol pode solicitar o resgate de seu sistema bancário neste final de semana, o FMI aplicou testes de resistência aos bancos espanhóis e chegou à cifra.

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No exame, o fundo detectou que há necessidade de 25 bilhões de euros no chamado cenário base e de 37 bilhões no desfavorável, mas as instituições financeiras devem precisar de mais três bilhões devido a necessidades de capital. Os bancos podem, no entanto, precisar de ainda mais dinheiro para garantir uma “proteção confiável” e “convencer os mercados” em meio às turbulências da crise do euro, explicou uma autoridade do fundo a jornalistas.

“No cenário desfavorável, os maiores bancos estariam suficientemente capitalizados para resistir a novas deteriorações, no entanto, vários bancos precisariam aumentar suas reservas de capital em cerca de 40 bilhões de euros”, explicou o FMI em um comunicado.

“As necessidades de capital desses bancos superariam esta cifra, devido aos custos de reestruturação e a reclassificação de empréstimos”, afirma a nota. “Do nosso ponto de vista, os testes de resistência são um bom indicador, mas basicamente representam um mínimo do que se necessita”, afirmou o funcionário do fundo.

Na sexta-feira, as pressões cresceram para que a Espanha peça ajuda à Europa para recapitalizar seus bancos, o que poderá ocorrer antes do previsto, talvez neste sábado. Apesar da relutância do governo espanhol a respeito de um plano de ajuda global para sua economia, e da afirmação de que “não há decisões tomadas” sobre um eventual pedido de ajuda para os bancos, autoridades da zona do euro devem se reunir neste sábado em Bruxelas, na Bélgica, para tratar do assunto.

(Com agência EFE)