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Reservas não protegerão Brasil de turbulências, diz AEB

Durante evento no Rio, presidente da AEB afirmou que país precisa ter estrutura firme de produção

Para a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as reservas internacionais do Brasil não são suficientes para proteger o país de turbulências como as que atingiram os Estados Unidos e Europa. A economia brasileira só estaria fortalecida caso investisse no processo produtivo, afirmou Benedicto Fonseca Moreira, presidente da instituição, nesta quinta-feira durante abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro.

“Tenho medo hoje quando dizem que o Brasil está defendido porque tem uma reserva de 300 bilhões de dólares. Isso não é nada. O que é importante é ter uma estrutura firme de produção”, declarou Moreira, referindo-se às reservas internacionais brasileiras que totalizam 378,635 bilhões de dólares, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central (BC) na quarta-feira.

O presidente da AEB reclamou que o Brasil, após o processo de abertura da economia, saiu de um controle direto para um controle indireto. “O país é controlado até hoje, é extremamente normatizador. Não há uma grande obra pública que não seja controlada por algum órgão do governo. O Ministério Público manda parar a obra, o Ibama manda parar, é uma loucura”, afirmou.

Moreira defendeu o fim da burocracia e lembrou que há planos do governo que não se realizam por excesso de obstáculos. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff tem boa vontade, mas “está presa” por questões políticas e tecnocráticas com as quais é preciso romper.

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(Com Agência Estado)