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Republicanos não chegam a acordo na Câmara e EUA se distanciam de fim do impasse fiscal

País está com algumas atividades paralisadas há duas semanas e tem apenas um dia e meio para chegar a um acordo sobre o teto da dívida pública

Por Da Redação - 15 out 2013, 13h24

Os republicanos da Câmara dos Estados Unidos não chegaram a um acordo na manhã desta terça-feira para elevar o teto da dívida e aprovar um plano que reativaria as atividades da Casa Branca, paralisadas há duas semanas. O acordo evitaria que o governo desse um calote em pagamentos que vencem na quinta-feira.

Segundo informações do jornal The New York Times, após duas horas de negociações na casa, os políticos não conseguiram se entender, especialmente na questão do Obamacare, a reforma da saúde e carro-chefe da campanha eleitoral do presidente Barack Obama.

O presidente da Câmara, John A. Boehner, disse que os republicanos ainda estão tentando achar uma maneira mais “justa” para a reforma. “Não há decisões sobre o que exatamente iremos fazer. Mas vamos continuar a trabalhar para tentar garantir que não haja calote e para reabrir nosso governo”, disse Boehner durante uma entrevista a jornalistas, após se reunir com republicanos da Câmara. “Tenho deixado claro durante meses que a ideia de um calote é errada e que não devemos chegar a nenhum lugar perto disso.”

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Sem acordo para a aprovação da lei orçamentária, o governo federal está desde 1º de outubro proibido de arcar com despesas que não sejam consideradas essenciais, o que significou desativar diversas agências públicas. Em 17 de outubro, persistindo o impasse, o governo atingirá também seu limite de financiamento e poderá se ver obrigado a dar calote em seus credores, com profundos reflexos sobre a economia mundial.

A situação no Senado, porém, é melhor. Em negociações na noite passada, os membros da casa chegaram a um acordo para elevar o teto da dívida do país até 7 de fevereiro, aprovar uma resolução para financiar o governo até 15 de janeiro e criar um comitê orçamentário bipartidário para concluir as discussões sobre uma política fiscal de longo prazo e o plano de gastos públicos até 13 de dezembro.

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