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Renda preocupa consumidor dos EUA e confiança cai

NOVA YORK, 10 Fev (Reuters) – Os consumidor dos Estados Unidos ficou menos otimista sobre a economia no começo de fevereiro por causa de preocupações sobre a queda da renda, ainda que sua avaliação sobre o mercado de trabalho tenha melhorado para um nível recorde, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

O índice de confiança Thomson Reuters/Universidade de Michigan caiu para 72,5 no começo de fevereiro, ante 75,0 em janeiro, que foi a leitura mais alta desde fevereiro do ano passado.

Economistas ouvidos pela Reuters previam avanço para 74,5.

“A situação financeira pessoal dos consumidores continuou deprimente”, disse o diretor da pesquisa, Richard Curtin, em comunicado.

Apenas 23 por cento de todos os consumidores pesquisados relataram melhora da situação financeira, contra 29 por cento em janeiro e 30 por cento no ano passado.

Uma em cada quatro famílias relataram redução de renda no começo de fevereiro.

Porém, embora o encolhimento dos salários lhes seja preocupante, os norte-americanos ainda relataram um nível recorde de otimismo sobre as perspectivas de emprego. Na semana passada, o Departamento de Trabalho divulgou que a taxa de desemprego caiu a 8,3 por cento em janeiro, o menor patamar em quase três anos.

“Mais consumidores mencionaram espontaneamente ter ouvido sobre aumento de emprego e de oportunidades de trabalho do que já havia sido registrado no longa histórico das pesquisas”, disse Curtin, acrescentando que relatos positivos de crescimento de emprego bateram recorde em fevereiro, tendo dobrado nos últimos três meses.

A avaliação dos consumidores sobre as condições econômicas atuais caiu de 84,2 para 79,6. Analistas previam uma leitura de 84,5.

A medida de expectativas do consumidor caiu de 69,1 para 68,0. O número de janeiro foi o mais alto desde maio de 2011 e, para fevereiro, analistas previam leitura de 69,5.

Em um clima econômico incerto, os consumidores reduziram a previsão de inflação para o curto prazo, mas a elevaram para o longo prazo.

As expectativas para a inflação daqui um ano caíram de 3,3 para 3,2 por cento, enquanto a perspectiva para daqui a cinco a dez anos subiu de 2,7 para 2,9 por cento.

(Reportagem de Richard Leong)