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Relembre o que foi a Operação Carbono Oculto, que investigou esquemas ligados ao crime organizado

A operação da Polícia Federal apurou fraudes, lavagem de dinheiro e uso de empresas e fundos para ocultar recursos ilícitos no setor de combustíveis

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 10h26 | Atualizado em 15 jan 2026, 10h40
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O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (15) a liquidação da Reag Investimentos. A instituição foi alvo da Operação Carbono Oculto em agosto de 2025, quando a Polícia Federal organizou a maior operação contra o crime organizado da história do Brasil.

O objetivo da operação era destruir qualquer esquema de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis. Muitas empresas ligadas à cadeia de combustíveis estavam sendo investigadas por suposta ligação com uma das maiores facções do crime organizado, o Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, fintechs e fundos de investimento também estavam sob observação da PF por ocultação e blindagem de patrimônio da facção.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos entre pessoas jurídicas e físicas. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ingressou com ações de bloqueio de mais de 1 bilhão de reais em bens como imóveis e veículos para garantir o crédito tributário. As apurações da PF revelaram que o grupo criminoso estruturou um mecanismo complexo para atuar simultaneamente na lavagem de recursos ilícitos e na obtenção de ganhos expressivos dentro da cadeia de combustíveis.

A estratégia envolvia a utilização de um grande número de empresas de fachada e operacionais, o que permitia pulverizar e ocultar a origem dos valores movimentados. Práticas como sonegação de tributos e adulteração de produtos eram usadas para ampliar a margem de lucro, causando prejuízos diretos aos consumidores e impactos negativos à coletividade. As movimentações financeiras eram realizadas, em grande parte, por meio de instituições de pagamento e plataformas digitais, evitando o sistema bancário tradicional e dificultando a identificação dos fluxos de dinheiro. Já os valores obtidos com as atividades ilícitas eram posteriormente alocados em fundos de investimento estruturados em múltiplas camadas, com o objetivo de encobrir os beneficiários finais e criar barreiras adicionais à atuação das autoridades.

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Entenda a ligação do caso Reag e Banco Master

A Reag Investimentos, também chamada de CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, e o Banco Master estão interligados porque os dois são investigados pela Polícia Federal como parte de um esquema financeiro. A Reag atuava como gestora de fundos de investimento, e alguns tinham relações com o Banco Master. Foram identificadas operações bilionárias, com cerca de 11,5 bilhões de reais pelo Banco Central envolvendo o Banco Master e os fundos que a Reag administrava.

A conexão entre as duas instituições ganhou ainda mais evidência com a deflagração da Operação Compliance Zero, voltada à investigação de crimes cometidos por organizações criminosas e de práticas fraudulentas na gestão de instituições financeiras.

 

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