Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Relator da Previdência diz que não sente pressão por declarações de Guedes

“Quem manda no cargo do Paulo Guedes é ele e o presidente”, afirmou o relator sobre a fala do ministro de que pedirá demissão caso reforma não passe

Por Da redação Atualizado em 24 Maio 2019, 18h42 - Publicado em 24 Maio 2019, 18h41

O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou nesta sexta-feira, 24, que não se sente pressionado pelas recentes declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou em entrevista exclusiva a VEJA que irá renunciar ao cargo, caso a proposta oferecida pelo governo vire uma “reforminha”.

O deputado argumentou que o Legislativo e o Executivo são Poderes independentes, em linha com o discurso adotado por parlamentares nas últimas semanas tendo o protagonismo do Parlamento e o descolamento de sua atuação do governo como foco.

“Sinceramente, eu não me sinto nem um pouco pressionado”, disse o relator. “Acho que é uma conversa dele como governo. Para nós, não altera nada”, afirmou, acrescentando que o texto terá mudanças, mas respeitará a estimativa de economia de 1 trilhão de reais em 10 anos. “Nós sempre tivemos a meta de mais de 1 tri por convicção”, garantiu, dizendo ainda que a fala do ministro não influencia “em nada” nessa meta.

“Estamos tranquilos e firmes nesse processo”, disse, acrescentando que “quem manda no cargo do Paulo Guedes é ele e o presidente da República”. O presidente da comissão especial que analisa a reforma já havia adiantado, na semana passada, que será apresentado um texto substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Guedes negou, em entrevista publicada no site da revista Veja nesta sexta-feira, ser irresponsável ou inconsequente, e que não iria embora no dia seguinte. “Agora, posso perfeitamente dizer assim: ‘Olha, já fiz o que tinha de ter sido feito. Não estou com vontade de ficar, vou dar uns meses, justamente para não criar problemas, mas não dá para permanecer no cargo’. Se só eu quero a reforma, vou embora para casa”, disse Guedes na entrevista.

Mais tarde, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que nenhum de seus ministros é obrigado a permanecer no cargo, mas fez uma defesa da necessidade da reforma previdenciária e disse concordar com Guedes que o país viverá um caos econômico se não for aprovado um texto muito próximo ao que o governo enviou ao Congresso.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)