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Reino Unido rebaixa sua previsão de crescimento a 0,9% em 2011

Londres, 29 nov (EFE).- O Reino Unido rebaixou nesta terça-feira a 0,9% sua previsão de crescimento para este ano, contra o índice de 1,7% previsto em março, e calculou que em 2012 crescerá 0,7%, apesar de ter rejeitado uma recessão.

Estes números foram apresentados pelo ministro da Economia, George Osborne, na Câmara dos Comuns, e elaborados pelo escritório de responsabilidade orçamentária, usado pelo Governo para supervisionar as finanças públicas.

Osborne justificou o rebaixamento das previsões pelos efeitos da crise na zona do euro e disse que seu Governo fará o possível para proteger o Reino Unido ‘da tempestade da dívida’.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, a economia britânica terá em 2013 um crescimento de 2,1%, que chegará a 2,7% em 2014 e culminará em 3% entre 2015 e 2016.

Ao contrário do que foi declarado na segunda-feira pela OCDE, o escritório não previu uma segunda recessão no Reino Unido, como a vivida em 2008, mas o ministro reconheceu que a situação seria ‘difícil de evitar’ se a economia sofrer uma contração no resto dos países europeus.

Por esse motivo, Osborne disse que o Executivo prepara ‘planos de contingência’ para enfrentar todos os possíveis resultados da crise na zona do euro.

‘A maior parte da Europa parece estar caminhando a uma recessão devido a uma falta de confiança crônica na capacidade desses países em tramitar sua dívida’, declarou o ministro perante os deputados.

‘Faremos tudo o que falta para proteger o Reino Unido da tempestade da dívida, e faremos tudo o possível para pôr os fundamentos do crescimento futuro’, acrescentou.

Por outro lado, Osborne reconheceu que o déficit fiscal do país não está caindo ‘tão rápido quanto o desejado’ apesar dos maciços cortes aplicados, o que atribuiu novamente aos efeitos da crise de dívida soberana na Europa.

O Governo de coalizão conservador-liberal-democrata se comprometeu a reduzir o déficit estrutural do Reino Unido em um período de cinco anos, para 2014-15, mas agora a data deve ser adiada para 2016.

Em seu discurso, Osborne também deu detalhes sobre suas propostas para acabar com o déficit e estimular a economia. Entre elas, é previsto um aumento do salário no setor público de 1% durante os próximos dois anos, após um período de congelamento, enquanto serão limitados os incrementos das tarifas do transporte e do imposto sobre o combustível. EFE