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Reino Unido prepara plano de contingência para possível queda do euro

O secretário inglês afirmou que, apesar de todo o contexto econômico complexo, o Reino Unido está em melhor situação que a zona do euro

Por Da Redação 10 nov 2011, 11h57

O Tesouro inglês está formulando um plano de contingência para caso a União Europeia modifique sua estrutura central, excluindo países ou dissolvendo o euro de vez. Segundo o secretário de negócios do Tesouro, Vince Cable, planos estão sendo desenhados para lidar com todos os cenários. “Estamos pensando sobre todos os possíveis desfechos, inclusive esse. Precisamos lidar com o mundo tal como ele é”, afirmou Cable ao jornal britânico The Guardian.

O secretário inglês não detalhou como seria o plano, mas afirmou que, apesar de todo o contexto econômico complexo, o Reino Unido está em melhor situação que a zona do euro. “Nós temos estabilidade política e financeira. O que ainda não temos é crescimento substancial”, disse Cable.

Sobre a Itália, o secretário afirmou que há um certo pessimismo exacerbado por parte dos investidores, e que a situação italiana está muito longe de se assemelhar à da Grécia. “Eu não acho que deveríamos entrar em pânico por isso, e ainda que a situação seja difícil e nós sejamos inevitavelmente afetados por ela, o pessimismo extremo não é justificável nesse caso”, disse o secretário.

Dissolução do euro – Com a crescente instabilidade política e econômica na Itália e na Grécia, ganhou força na imprensa europeia a hipótese de esfacelamento da zona do euro. Integrantes graduados de países da União Europeia começaram a vazar planos de Alemanha e França para diminuir a quantidade de países na união monetária — e, talvez, padronizar taxas e impostos. E analistas de periódicos internacionais passaram a demonstrar explicitamente a preocupação com o futuro da moeda única.

Os primeiros rumores partiram de fontes ouvidas pela agência Reuters, que garantiram que as conversas entre as duas maiores economias da eurozona têm acontecido há meses, e em todos os níveis de governo. “Precisamos estabelecer a lista exata de quem não quer mais fazer parte do clube e de quem simplesmente não pode mais fazer parte”, disse um representante de um dos países à Reuters.

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