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Redecard agrada no 2o tri e ação avança; empresa mostra otimismo

Por Da Redação 28 jul 2011, 13h19

SÃO PAULO (Reuters) – Os resultados surpreendentemente melhores do que o esperado da Redecard no segundo trimestre elevavam as ações da empresa nesta quinta-feira, movimento que se intensificou após a empresa mostrar otimismo para o final de 2011.

Às 13h14, o papel da vice-líder em meios de pagamento eletrônico no Brasil avançava 4,76 por cento na Bovespa, a 26,19 reais. No mesmo instante, o Ibovespa tinha alta de 1,17 por cento.

A companhia divulgou na noite de quarta-feira que registrou lucro líquido de 322,6 milhões de reais entre abril e junho. Embora o valor tenha representado queda de 13,9 por cento na comparação anual, o número veio bem acima da previsão média de 288 milhões de reais de analistas consultados pela Reuters.

Em teleconferência com analistas nesta quinta-feira para comentar os resultados do período, o presidente-executivo da companhia, Claudio Yamaguti, atribuiu a performance à obtenção de margens maiores do que as praticadas pelo mercado, ou seja: a principal concorrente e líder Cielo.

“Tivemos preços mais altos e prazos mais longos”, resumiu Yamaguti.

Em meio à maior concorrência após mudanças regulatórias impostas pelo governo em 2010, a expectativa de analistas era de forte piora nos resultados de ambas, que seriam levadas a praticar menores taxas nas operações de crédito e débito, obter menores volumes de antecipação de recebíveis e da taxa de aluguel dos terminais POS, além de mais custos operacionais.

O fim do duopólio de Cielo e Redecard como processadoras foi marcado por renegociação de contratos com lojistas. Um ano depois, muitos acordos ainda estão sendo renegociados.

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Esses movimentos realmente aconteceram. No caso da Redecard, o resultado operacional medido pelo Ebitda foi de 521,5 milhões de reais no trimestre, valor 10,3 por cento abaixo do mesmo trimestre de 2010. A margem Ebitda caiu de 67,4 por cento para 58,7 por cento, apesar do crescimento dos volumes nas operações de mais de 30 por cento.

A antecipação de recebíveis caiu 12,6 por cento no volume pré-pago, mas o resultado líquido de despesas financeiras subiu devido à alteração do mix de clientes.

“O resultado da Redecard foi fraco, veio abaixo do esperado. Entretanto, destacamos a forte evolução do volume financeiro nas operações de crédito e de debito, demonstrando que a companhia ganhou participação de mercado”, comentou a corretora Concórdia, em relatório, sustentando recomendação de “manter” para as ações.

O BB Investimentos seguiu com “market perform”, mostrando-se também satisfeito com os resultados. O UBS, embora também tenha ido na mesma linha, manteve a recomendação de “vender”.

A Cielo mostrou na noite de terça-feira que seus resultados trimestrais foram impactados mais fortemente. No entanto, o presidente da companhia, Rômulo Dias, afirmou que a competição no setor parece estar mais branda.

De acordo com Yamaguti, a Redecard deve manter um crescimento ligeiramente acima do mercado em 2011. “Esperamos que MDR (taxa de desconto comercial) seja mais estável, sem reduções expressivas”, disse.

(Reportagem de Aluísio Alves; edição de Carolina Marcondes)

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