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Rede de hotéis Intercity prevê abrir 17 unidades até 2014

Empresa põe em prática projeto de expansão para somar 35 hotéis até a Copa; planejamento, contudo, não guarda relação direta com o evento esportivo

A rede hoteleira gaúcha Intercity, especializada no público executivo, prevê aumentar o número de unidades em funcionamento das atuais 18 para 35 até 2014. Somente em 2012, estão agendadas para junho inaugurações de dois hotéis, um Manaus (AM) e o outro em Salvador (BA). Ao site de VEJA, o gerente corporativo de marketing da empresa, Marcelo Marinho revelou que os planos contemplam novos investimentos até 2017. A empresa, contudo, não detalha os projetos, tampouco divulga valores.

A abertura dos empreendimentos de Salvador e Manaus neste ano implicará a presença da rede em 13 cidades brasileiras nas cinco regiões do país. As unidades permitirão ao grupo atingir ainda a marca de 20 hotéis abertos. De acordo com Marinho, a capital amazonense representa hoje um município com bom potencial a ser desenvolvido. “Já Salvador, mesmo que disponha de um mercado hoteleiro mais consolidado, ainda possui espaço para o segmento executivo”, explica. A única unidade no exterior é a de Montevidéu, no Uruguai. Para o ano que vem, a empresa tem, ao menos, uma inauguração já confirmada: a de Rio Grande (RS).

Planos para o interior – Um mercado que começa a ser explorado de forma mais intensiva pelo grupo é o formado pelas cidades do interior. Dos projetos da Intercity em andamento, sete referem-se a planos para localidades fora das capitais. “O interior possui mercados com retornos muito interessantes para a empresa porque são deficientes no segmento executivo”, disse Marcelo. “A gente ainda planeja entrar em praças como São Luís (MA), Teresina (PI), Rio Branco (AC), Petrolina (PE), entre outras, pois o Brasil ainda tem muito campo para ser explorado”, acrescentou.

De acordo com o gerente, de toda a hotelaria brasileira, 20% está nas mãos de grandes redes e 80% refere-se a empresas independentes e familiares, que ainda não atendem os padrões internacionais de atendimento e conforto. Diante deste quadro, a Intercity quer ocupar esse nicho de hotéis com um padrão superior de qualidade.

Copa 2014 – Embora a rede tenha planos claros para até a chegada da Copa de 2014, a intenção não é apenas atender a demanda do evento. O executivo destaca, inclusive, que a lógica do negócio deve se pautar no planejamento de longo prazo. “Não dá para construir um hotel para um evento de 30 dias”, disse Marinho. O pensamento é defendido também pela consultoria Hotel Invest. De acordo com a pesquisa “Placar da Hotelaria”, elaborada pela empresa, os administradores de hotéis – que têm se recuperado de um período difícil que remonta ao início dos anos 2000, quando houve excesso de oferta em algumas cidades – precisam estar atentos na hora de erguer novas unidades. A despeito das oportunidades geradas por uma Copa do Mundo, o estudo alerta que é preciso, antes de tudo, pensar na demanda que terá de ser atendida depois para não haver sobreoferta.