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Rede Burger King pode ser comprada por brasileiros

Sócios da AB-Inbev deverão pagar mais de 2 bilhões de dólares pela rede

Por Ana Clara Costa 1 set 2010, 18h38

Pouco conhecida, a 3G Capital tem uma carteira de investimentos de 1 bilhão de dólares

A gestora de private equity 3G Capital está negociando a compra da rede de fast food Burger King por um valor próximo de 2,5 bilhões de dólares, revelou o jornal Financial Times. Os sócios da gestora são Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, donos da AB-Inbev – maior fabricante de cervejas do mundo, que comercializa as marcas Budweiser e Stella Artois – e acionistas da AmBev.

Veja.com apurou que o negócio está sendo montado há cerca de três meses e tomou forma há exatamente um mês. Em agosto, um dos sócios esteve no Brasil e comentou com empresários que uma grande negociação estava sendo costurada na 3G, sem informar qual era.

Em 2008, o trio de empresários adquiriu, por meio da 3G, uma grande participação na CSX, empresa norte-americana do setor ferroviário. A gestora, de acordo com o FT, também possui ativos da Coca-Cola e da Kraft Foods. Sua carteira de investimentos é avaliada em 1 bilhão de dólares.

Caso se concretize, a compra da Burger King está alinhada com a estratégia adotada por Lemann, Telles e Sicupira em todas as suas negociações: aquisições de empresas que possuem marcas globais e comercializam produtos com ‘tíquete médio baixo’ (de baixo valor agregado), as quais passam, num segundo momento, por uma reformulação total.

A rede Burger King tem capital aberto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) desde 2006. Em 2002, foi comprado da Diageo pelo grupo de private equities TPG, Goldman Sachs Capital Partners e Bain Capital. Depois da oferta de ações, o grupo ainda detém um terço do capital do Burger King. Alexandre Behring, braço direto de Jorge Paulo Lemann na 3G, está pilotando as negociações com a rede de fast food.

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