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Receita e PF cumprem novos mandados de busca e apreensão na TelexFree

A segunda fase da Operação Orion foi deflagrada nesta sexta-feira. Participam da ação 12 servidores da Receita Federal e 20 policiais federais

Começou nesta sexta-feira a segunda fase da Operação Orion, que visa combater a prática de pirâmide financeira por empresas sediadas no Estado do Espírito Santo. A operação, na qual participam 12 servidores da Receita Federal e 20 policiais federais, cumpre quatro mandados de busca e apreensão na sede da TelexFree e em três residências de envolvidos nos municípios de Vitória e Vila Velha. Foi também autorizado o sequestro de valores e de bens imóveis.

Foram pedidas no âmbito da operação medidas cautelares adicionais depois que a equipe investigadora, formada por agentes da Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal, analisou os documentos obtidos na deflagração da Orion em 24 de julho deste ano.

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Na primeira fase da operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em locais vinculados à TelexFree, cuja razão social é Ympactus Comercial, e seus sócios na região metropolitana de Vitória. A Justiça Federal no Espírito Santo também mandou suspender as atividades econômicas da Ympactus e proibiu os sócios da empresa de deixar o país. Os donos da Ympactus também tiveram os bens sequestrados e as contas bancárias bloqueadas. Ao todo, cinquenta policiais federais e dezoito auditores da Receita Federal participaram da operação que percorreu as residências de dois sócios; sedes da TelexFree e de outra empresa investigada; e quatro escritórios de contabilidade.

Segundo nota da Receita Federal, o objetivo da operação é “combater esquema de pirâmide financeira, que se sustenta a partir da cobrança de taxas de adesão de divulgadores de um serviço de telefonia”. Explica ainda que a rede não condiciona os ganhos dos divulgadores à venda ou revenda dos serviços de telefonia, mas principalmente à angariação de novas adesões, o que torna o esquema lucrativo somente para os membros que figuram no topo da pirâmide. O número de divulgadores prejudicados com a ação das empresas já ultrapassa um milhão de pessoas.

Há indícios do cometimento de crimes tributários na atuação dos divulgadores, crime contra a economia popular, com suposta formação de pirâmide, estelionato e crime de induzimento à especulação.