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Real está sobrevalorizado frente ao dólar, diz Índice Big Mac

A moeda é uma das quatro que está com o valor acima do que seria esperado, segundo comparação de taxas de câmbio feita pela revista 'The Economist'

Por Da redação - Atualizado em 17 jan 2017, 16h24 - Publicado em 17 jan 2017, 11h04

A valorização do dólar fez o Big Mac no Brasil subir para o posto de quinto mais caro do mundo, segundo o Índice Big Mac divulgado no último sábado. Essa evolução mostra o fortalecimento do real durante o ano passado: em janeiro de 2016, o país ocupava a 27ª colocação. No período, o preço do lanche saiu de 3,54 dólares para 5,12 dólares.

O índice é calculado semestralmente pela revista britânica The Economist e leva em conta o preço do lanche do McDonald’s em diversos países para analisar as taxas de câmbio de 56 moedas.  A publicação analisa o preço do lanche em quatro capitais em cada país, que nos Estados Unidos custa 5,06 dólar.

O resultado de janeiro indica que a cotação do real está 1,1% acima do que seria o nível esperado em relação ao dólar americano. Além do Brasil, apenas outros quatro países têm seu dinheiro sobrevalorizado em relação à moeda dos Estados Unidos, de acordo com o levantamento.

No começo do ano passado, o real estava desvalorizado em 32% em relação ao dólar, e em junho, a diferença era de -5,1%. Para 2017, o índice considera a cotação de 3,22  (a moeda fechou em 3,23 reais na nesta segunda-feira) e o preço do lanche em 16,5 reais.

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A moeda com maior valorização frente ao dólar em 2017 é o franco suíço (25,5% acima do dólar), seguida de coroa norueguesa (12%), coroa sueca (4%) e bolívar Venezuelano (3,7%). As moedas mais desvalorizadas são da libra egípcia (-71,1%), grívnia ucraniana (-69,5%) e ringgit malaio (-64,6%).

O Índice Big Mac é calculado pela Economist desde 1986 e já motivou de vários estudos acadêmicos em economia. A ideia é que como o lanche tem mais ou menos os mesmos ingredientes e os custos envolvidos no processo são semelhantes, seu preço serve de indicador para distorções entre as cotações praticadas no mercado. O índice se baseia na teoria econômica da paridade de poder de compra.

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