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Reajuste do Bolsa Família começa dia 19 de outubro, entre o 1º e 2º turno das eleições; veja calendário

Segundo o governo, a alta será de 15,04% e beneficiará cerca de 19 milhões de famílias

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 set 2026, 08h34 | Atualizado em 21 set 2026, 11h50
Reajuste do Bolsa Família começa dia 19 de outubro, entre o 1º e 2º turno das eleições; veja calendário Priorize VEJA no Google

O reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva começará a chegar aos beneficiários em 19 de outubro. O pagamento ocorrerá entre o primeiro e o segundo turnos das eleições. Com a mudança, o benefício mínimo passará de 600 para 691 reais, enquanto o valor médio chegará a 777 reais.

Segundo o governo, a alta será de 15,04% e beneficiará cerca de 19 milhões de famílias. O decreto que estabelece os novos valores já foi publicado, e a folha de pagamentos de outubro será calculada com os valores reajustados.

Os depósitos seguirão o número final do NIS:

19 de outubro: NIS final 1

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20 de outubro: NIS final 2
21 de outubro: NIS final 3
22 de outubro: NIS final 4
23 de outubro: NIS final 5

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26 de outubro: NIS final 6
27 de outubro: NIS final 7
28 de outubro: NIS final 8
29 de outubro: NIS final 9

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30 de outubro: NIS final 0

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste recompõe a perda do poder de compra acumulada pelas famílias desde o início de 2023. Segundo ele, a legislação do programa permite a atualização dos benefícios para preservar o poder de compra.

“Isso corresponde exatamente ao que a lei nos autoriza a fazer, que é a recomposição do poder de compra das famílias”, disse Moretti. Segundo o ministro, a medida também contribui para a redução da pobreza.

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O impacto fiscal será de 5,8 bilhões de reais em 2026, considerando os pagamentos a partir de outubro, e de 22 bilhões de reais em 2027. Para este ano, Moretti afirmou que o governo vai bancar a despesa por meio do remanejamento de recursos de outras áreas que registraram sobras, sem ampliar o limite total de gastos.

A revisão dos cadastros do Bolsa Família e as medidas contra fraudes também ajudaram a abrir espaço para o reajuste, segundo o ministro. Para 2027, o governo ainda terá de enviar ao Congresso as alterações necessárias no Orçamento. A previsão é que o aumento seja financiado novamente com remanejamentos dentro do próprio programa.

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