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Rating do Brasil não depende de vencedor do 2º turno, diz Moody’s

Agência diz que nota de crédito do país está mais relacionada com a melhora em métricas de dívida, política fiscal e atividade econômica

Por Da Redação - 8 out 2014, 16h02

A nota de crédito soberano (rating) do Brasil não depende de quem vencer a eleição e sim da capacidade do novo governo de reverter a deterioração que tem sido observada nas métricas de dívida, na política fiscal e na atividade econômica. Esta é a avaliação da agência de classificação de risco Moody’s, que divulgou um comentário sobre a situação brasileira após o primeiro turno das eleições presidenciais. A perspectiva do rating brasileiro foi rebaixada pela agência de “estável” para “negativa” no mês passado.

A Moody’s acrescenta que há pouca clareza nas propostas na área econômica apresentadas até agora por Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), o que pode ser uma estratégia política. “Entretanto, de agora em diante, eles terão de deixar mais claro quais serão suas prioridades”, diz o texto.

A agência também avalia que o debate deve se focar na oposição entre crescimento e inflação e na gestão das políticas fiscal e monetária. “Com base em ações e declarações anteriores, nós acreditamos que a mensagem econômica de Dilma provavelmente enfatizará o crescimento e programas sociais, enquanto Aécio deve focar mais na estabilidade macroeconômica e a necessidade de reformas.”

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A tendência dos investidores preferirem Aécio ressalta, segundo a Moody’s, os desafios que Dilma teria em um segundo mandato. Independentemente de quem ganhar, no entanto, o ambiente recessivo e a deterioração das métricas fiscais sugere que o próximo governo vai enfrentar desafios significativos.

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A Moody’s aponta que, até recentemente, o governo era capaz de conter o impacto negativo do fraco crescimento econômico nas contas públicas, contando com elementos que davam espaço de manobra. “Nós acreditamos que esse espaço basicamente acabou e que a próxima administração terá de operar em um ambiente caracterizado pela limitada flexibilidade fiscal”, alerta.

(Com Estadão Conteúdo)

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