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Rajoy estudará as medidas do BCE antes de decidir sobre um resgate

Por Da Redação
3 ago 2012, 12h33

O presidente do governo espanhol, o conservador Mariano Rajoy, afirmou nesta sexta-feira que seu país estudará as medidas propostas pelo Banco Central Europeu (BCE) para solucionar a crise da dívida na Eurozona antes de decidir sobre um eventual pedido de ajuda e que continuará com as reformas estruturais.

O presidente do BCE, Mario Draghi, considerou na véspera inaceitáveis as taxas pagas pela Itália e Espanha para financiar-se e deixou aberta a porta para que seu organismo realize “operações no mercado aberto de uma dimensão adequada”, assim como medidas não convencionais, que não especificou.

“O que quero é conhecer quais são estas medidas, o que significam, se são adequadas e, então, à vista as circunstâncias, tomaremos uma ou outra decisão”, afirmou.

“Farei como sempre faço, o que creio que convém ao interesse geral dos espanhois”, acrescentou, assegurando que não tomou ainda nenhuma decisão sobre um pedido de ajuda.

Em seu comparecimento ante os ministros, Rajoy fez um balanço de seus sete meses de governo, repassando as sucessivas medidas de austeridade – a última das quais anunciada em julho, com uma economia de 65 bilhões de euros até 2014 – e reformas estruturais em inúmeros âmbitos, entre eles o trabalhista e o financeiro.

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“Nestes primeiros meses, em termos de controle das contas públicas e de reformas estruturais, se fez um grande esforço”, afirmou Rajoy.

Ele enfatizou que as reformas estruturais terão de continuar no futuro.

O líder do conservador Partido Popular (PP) assegurou, no entanto, que não tem a intenção de diminuir as pensões em 2013, mas que seguirá adiante com sua política de reformas destinada a sanear as contas públicas.

“Com os dados que trabalho, não tenho a intenção de baixar as pensões no próximo ano”, afirmou.

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Com a luta contra um desemprego de 25% como prioridade e pressionado entre o mal-estar social e os interesses dos mercados e de seus sócios europeus, o governo espanhol se esforça por reduzir o déficit público a 6,3% do PIB este anos, frente aos 8,9% de 2011.

No entanto, a draconiana política de austeridade realizada desde sua posse em dezembro não teve efeito no momento na má saúde financeira do país, que centra as preocupações dos mercados exigindo taxas cada vez mais elevadas para financiar-se.

Esta disparada do preço a ser pago pela Espanha fará aumentar em 8 bilhões de euros os juros que o país deverá pagar em 2013, e que já alcançam 28 bilhões de euros este ano, segundo Rajoy.

A falta de contundência na intervenção de Draghi provocou na quinta-feira uma nova sacudida nos mercados: a bolsa de Madri perdeu 5,16% e o prêmio de risco espanhol voltou a disparar, superando a barreira dos 600 pontos.

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