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Rajoy diz que Espanha não precisa de resgate e rejeita alarmes injustificados

Varsóvia, 12 abr (EFE).- O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, garantiu nesta quinta-feira que ‘não cogita resgate na Espanha e que ninguém planeja fazê-lo’, portanto considera ‘sem sentido’ essa possibilidade.

Rajoy se referiu à situação econômica da Espanha na entrevista coletiva em Varsóvia junto de seu colega polonês, Donald Tusk, na 8ª cúpula hispânico-polonesa.

O chefe do Executivo espanhol, quem na quarta-feira descartou uma possível intervenção, voltou a desprezar essa possibilidade e pediu ‘responsabilidade, sensatez e bom senso’.

‘Não vamos resgatar a Espanha, não existe essa intenção, não é preciso, e é bom que o transmitamos à opinião pública e não surjam alarmes injustificados’, insistiu Rajoy antes de ressaltar que esse discurso ‘não está na agenda de ninguém’ e não é conveniente alarmar nem exagerar a situação.

Rajoy reconheceu que a Espanha passa por um momento difícil e explicou que, diante dele, seu Governo está fazendo o que tem de ser feito.

Nesse contexto, explicou que nenhum Governo da zona do euro tomou em cem dias tantas atitudes quanto ele colocou em prática seu Executivo.

Tudo para reduzir o déficit público devido ao total compromisso que tem o Governo espanhol com a redução do déficit.

‘O Governo tem claro o que é preciso fazer’ e vai seguir com o processo de reformas e trabalhar com ‘decisão, determinação e coragem’, afirmou Rajoy.

Após enumerar as principais reformas feitas por seu Gabinete, Rahoy lembrou que o Conselho de ministros de amanhã (sexta-feira) aprovará um plano de luta contra a fraude fiscal.

O presidente do Governo deixou claro que não quer polemizar com nenhum líder europeu sobre a situação da Espanha diante da crise e comentou que o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, ligou para dizer que não disse o que foi atribuído a ele com relação à situação e ao prêmio de risco italiano.

Ele precisou que quando em suas declarações de ontem pedia prudência aos dirigentes europeus se referia ‘a todos’ e não a uma pessoa especificamente. EFE