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Rajoy descarta socorro para bancos espanhóis

Primeiro-ministro espanhol surpreendeu-se com proposta de Hollande de que haja um intervenção no país

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou neste sábado que o setor bancário de seu país não precisa de ajuda da União Europeia, e manifestou surpresa com as palavras do presidente francês, François Hollande, sobre uma intervenção “desejável”. “Não acredito que seja necessária” (a ajuda europeia), declarou Rajoy à imprensa ao chegar a Chicago para a cúpula da Otan. “Não entendo e não sei por que motivo o senhor Hollande disse isso, mas se disse é porque ele tem informações que nós não possuímos”, ironizou Rajoy.

Hollande estimou neste sábado, durante a cúpula do G8 em Camp David, que a “questão da recapitalização dos bancos, não apenas os espanhóis, será analisada”, e que “provavelmente é desejável (…) e ocorrerá mediante mecanismos de solidariedade europeia”.

“Pedimos aos bancos uma provisão de 50 bilhões de euros, o que não é um valor qualquer, e agora terão que fazer mais”, recordou Rajoy.

A agência de classificação de risco financeiro Moody’s anunciou na quinta-feira passada a redução das notas de 16 bancos espanhóis, devido aos efeitos da atual recessão e da reduzida solvência financeira do governo espanhol. A decisão afetou o maior banco espanhol, Santander, com uma redução de três graus de sua nota a A3. O segundo do setor, BBVA, e outros dois grandes bancos, Banesto e CaixaBank, também tiveram suas notas reduzidas para A3, que segundo a Moody’s, representa um risco de crédito baixo, no patamar médio-alto da escala.

A Moody’s cita entre seus argumentos “a nova recessão, a crise imobiliária em curso e níveis altos de desemprego persistentes” tanto na Espanha como na Europa.

A agência destaca ainda a “reduzida solvência da dívida espanhola”, que “afeta a habilidade do governo de apoiar os bancos”.

(com agência France-Presse)

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