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Raízen quer acompanhar crescimento do Norte, NE e Centro-Oeste

SÃO PAULO, 31 Mai (Reuters) – A Raízen Energia, joint venture entre a Shell e a Cosan, precisará crescer mais no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, na tentativa de acompanhar e preservar mercado nas regiões que mais crescem no país, disse o presidente da Cosan nesta quinta-feira.

Segundo Marcos Lutz, a companhia está atenta aos desempenho dos mercados nessas regiões, por serem os que mais crescem no Brasil.

“A gente não tem grandes objetivos de aumento de market share, mas realmente… a preservação do mercado. São os mercados que crescem mais e que nós cresceremos mais também”, afirmou Lutz, em teleconferência para comentar os resultados da Cosan.

Entre os mercados de menor participação da Raízen, que atua na produção de açúcar, etanol, cogeração de energia e distribuição de combustíveis, ele aponta o Centro-Oeste e o Sul do Brasil.

Sobre a projeção para combustíveis, da Raízen Combustíveis (unidade de distribuição e comercialização), ele estima um volume entre 21-23 bilhões de litros comercializados neste ano, incluindo combustíveis fósseis.

Segundo ele, a participação deve ficar estável em cerca de 23 por cento no mercado nacional, considerando as métricas do Sindicom (sindicato das distribuidoras) e da ANP (órgão regulador do setor).

Considerando o mercado externo, Lutz observou que o câmbio terá impacto neutro no médio prazo.

“A gente acha que no longo prazo começará a ter impacto positivo para a companhia, uma vez que a cotação de açúcar é relevante em dólar, e ele é fonte importante da receita da companhia”, afirmou, considerando que o dólar permaneça próximo ao patamar atual.

COMGÁS

Nesta semana, a companhia divulgou a assinatura de acordo de compra de 60 por cento da Comgás, que ainda está sujeito a aprovação prévia da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp).

“Depende de quando a Arcesp aprovar para poder ter efetivamente um cronograma de quando consolida (operação)… Não sei se será em seis meses, eu gostaria muito que fosse em seis meses”, disse.

Sobre a operação com a Shell, o executivo afirmou que o pagamento da segunda parcela referente à operação de joint venture que formou a Raízen foi feito em março.

O pagamento da terceira parcela está previsto para abril de 2013, mas o executivo afirmou que existe a possibilidade deste pagamento ser antecipado.

“Muito provavelmente (o pagamento) acontecerá este ano… no calendário 2012, mas isso não está confirmado ainda”, disse Lutz. Ele acrescentou que qualquer modificação dependerá de um acordo específico entre as duas empresas.

(Por Fabíola Gomes)