Quer ir à Copa do Mundo de 2030? Veja quanto guardar por mês para essa meta
Planejamento antecipado e investimentos de renda fixa podem transformar o sonho de acompanhar o Mundial de 2030 em uma meta financeiramente viável
A Copa do Mundo de 2026 terminou neste domingo, 19, mas, para quem sonha em acompanhar o próximo Mundial de perto, o planejamento financeiro já começou. A edição de 2030 será disputada principalmente na Espanha, em Portugal e no Marrocos, além de contar com partidas comemorativas na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, em homenagem ao centenário da competição.
Embora quatro anos pareçam um período longo, esse intervalo pode ser justamente o diferencial para transformar uma viagem considerada cara em um objetivo financeiramente viável. Com disciplina e aportes mensais, é possível construir a reserva necessária sem recorrer ao endividamento.
Segundo Miguel Huertas, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade São Judas, começar cedo faz toda a diferença. “O maior erro é acreditar que ainda está muito longe. Quem começa a guardar dinheiro agora consegue diluir o custo da viagem, aproveitar o rendimento dos investimentos e chegar mais preparado financeiramente quando a Copa se aproximar”, explica.
O primeiro passo, segundo o economista, é estimar quanto pretende gastar com passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos, seguro-viagem e uma reserva para imprevistos.
“Ter uma meta financeira definida facilita o planejamento e evita que a viagem gere endividamento. O ideal é transformar esse objetivo em um valor mensal que caiba no orçamento”, afirma.
Na avaliação de Huertas, um orçamento de cerca de 40 mil reais é suficiente para acompanhar o Mundial nas sedes principais, considerando os principais custos da viagem. Para quem começar a poupar ainda em 2026, será necessário reservar aproximadamente 835 reais por mês.
Adiar o planejamento, no entanto, aumenta significativamente o esforço financeiro. Quem deixar para iniciar a reserva apenas em 2027 precisará guardar cerca de 1.100 reais por mês. Em 2028, o valor sobe para aproximadamente 1.600 reais mensais. Já quem começar apenas no último ano antes da Copa terá de economizar mais de 3.300 reais por mês para atingir a mesma meta.
Além das sedes principais, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão uma partida cada em celebração aos 100 anos da primeira Copa do Mundo, disputada em Montevidéu, em 1930. Para os brasileiros, essa pode ser uma alternativa mais acessível para viver o clima do torneio.
A proximidade reduz os custos com deslocamento e torna mais viável acompanhar partidas da fase inicial da competição. Atualmente, uma viagem à Argentina, ao Paraguai ou ao Uruguai pode custar entre 8 mil reais e 15 mil reais por pessoa, considerando passagens, hospedagem e alimentação. Com quatro anos de antecedência, isso representa uma reserva mensal entre 170 reais e 315 reais, sem considerar os rendimentos de investimentos.
“Viajar para um dos países vizinhos tende a exigir um investimento muito menor do que uma viagem para a Europa. É uma excelente oportunidade para quem deseja viver a experiência de uma Copa do Mundo gastando menos e, com planejamento, esse objetivo pode caber no orçamento de muitas famílias”, afirma Huertas.
Planejamento potencializa a viagem
Para quem pretende acompanhar os jogos nas sedes europeias, o planejamento financeiro também pode ser aliado dos investimentos. Como a viagem tem uma data definida, aplicações de renda fixa atreladas ao CDI tendem a oferecer previsibilidade e segurança, além de contribuir para ampliar a reserva ao longo do tempo.
“Como o objetivo tem prazo definido, aplicações de renda fixa costumam ser uma boa alternativa por oferecerem previsibilidade e segurança. O importante é manter a disciplina e não utilizar essa reserva antes da viagem”, orienta o economista.
Quanto mais cedo o planejamento começar, menor será o esforço mensal para atingir a meta. Além de reduzir o impacto no orçamento, a estratégia oferece maior margem para lidar com imprevistos e aproveitar promoções de passagens, hospedagem e ingressos ao longo dos próximos anos.
“Quando dividimos um objetivo grande em pequenas metas mensais, ele deixa de parecer impossível. O tempo é um dos principais aliados da educação financeira e pode tornar a realização desse sonho muito mais leve”, conclui Huertas.
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