Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Queda dos juros ajuda, mas retomada depende de reformas

Taxa Selic deve cair ao valor mais baixo desde a década de 50, beneficiando empresas e consumidores. Mas, sem o avanço das reformas, queda será passageira

Com a trégua nos preços, o Banco Central cortou novamente a taxa básica de juros, a Selic, reduzida agora para 7,5%. Em dezembro deve ocorrer uma nova queda, dessa vez para 7%. Sem surpresas pela frente e com a inflação controlada (abaixo da meta de 4,5% ao ano), os juros deverão ficar ao redor desse índice nos próximos meses. Trata-se de uma grande notícia. Há mais de sessenta anos os brasileiros não convivem com taxas tão baixas, exceto por um breve período entre 2012 e 2013, quando a Selic chegou a cair para 7,25%. Naquela ocasião, entretanto, a redução se deu em uma tentativa atabalhoada do governo Dilma Rousseff de fazer os juros baixar na marra. A inflação ficou mascarada por algum tempo, mas voltou com força em poucos meses — e as taxas explodiram.

Agora, os juros estão caindo de maneira “sustentável”, como dizem os economistas: existem condições para diminuir o custo do dinheiro sem jogar lenha na fornalha da remarcação de preços. O alívio deverá, gradativamente, chegar às empresas e aos consumidores, dando fôlego renovado aos investimentos e ao consumo. Vários organismos já projetam um crescimento do PIB para o próximo ano na casa dos 3%. Esse cenário benigno, entretanto, dependerá de uma conjunção de fatores. O principal deles é o avanço das reformas.

 

Assine agora o site para ler na íntegra esta reportagem e tenha acesso a todas as edições de VEJA:

Ou adquira a edição desta semana para iOS e Android.
Aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Wesley dos Santos Caiapó

    Então, sem a reforma da Previdência e da CLT não teremos melhora na economia? Que ótimo que os trabalhadores SEMPRE têm que pagar a conta. Acho então que seria perfeito se o trabalho escravo fosse instituído. Afinal, NÓS que trabalhamos é que somos o problema.

    Curtir

  2. A “retomada” sempre depende do sacrificio do trabalhador. País absurdo. O que há para comemorar depois da vergonheira da segunda denuncia? Qual a vantagem de juros baixos se não há emprego e produção? O Brasil nunca deixou de ser uma colônia. Era de Portugal a passou a ser de grupos específicos que nunca perderam o poder e o controle sobre quem produz. Todas as “reformas” feitas até hoje foram para nada reformar. Uma mentira.

    Curtir

  3. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Vamos a Reforma Tributária! Com o Judiciário mais caro do mundo, não existe produto barato, todas a benesses do Estado são jogadas no preço dos produtos na forma de impostos.

    Curtir