Queda de alimentos e matérias-primas faz IGP-DI recuar 0,86% em julho
Preços no atacado recuaram 1,31%, enquanto a inflação ao consumidor ficou negativa em julho; índice acumula alta de 2,77% em doze meses
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,86% em julho, após recuar 0,79% em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, 7. Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,12% em 2026 e de 2,77% nos últimos doze meses. Em julho de 2025, o índice havia caído 0,07%.
O resultado foi influenciado principalmente pela queda dos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 1,31% em julho, depois de cair 1,36% no mês anterior. Segundo a FGV, o movimento refletiu principalmente as quedas de 3,7% do minério de ferro e de 3,6% dos bovinos.
Entre os estágios de processamento, os preços das matérias-primas brutas caíram 3,02%, após recuo de 3,19% em junho. Os bens finais passaram de queda de 0,05% para retração de 0,96%. Já os bens intermediários inverteram o movimento e subiram 0,73%, depois de avançarem apenas 0,02% no mês anterior.
Os preços ao consumidor também recuaram. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de uma alta de 0,36% em junho para queda de 0,08% em julho. Seis das oito classes de despesas pesquisadas perderam força, com destaque para Alimentação, que saiu de alta de 0,47% para queda de 0,87%, e Transportes, que passou de avanço de 0,10% para retração de 0,29%.
Vestuário aprofundou a queda, de 0,52% para 1,22%, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 0,50% para 0,22%. Em sentido contrário, Educação, Leitura e Recreação acelerou de 0,37% para 1,06%, e Habitação passou de 0,37% para 0,39%.
O núcleo do IPC, que exclui preços mais voláteis, desacelerou de 0,40% para 0,25%. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preços, caiu de 57,42% para 50,97%, sinalizando uma alta menos disseminada entre os produtos e serviços pesquisados.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,61% em julho, abaixo da alta de 0,78% observada em junho. Os custos de Materiais e Equipamentos desaceleraram de 0,56% para 0,31%, enquanto a variação da Mão de Obra passou de 1,15% para 1,02%. Os preços dos Serviços aceleraram de 0,15% para 0,37%.







