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‘Que moeda comprar após o Brexit? Experimente o real’, diz WSJ

Jornal americano 'The Wall Street Journal' destaca a valorização da divisa brasileira após a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia

Mais do que portos seguros tradicionais, como o iene e o franco suíço, o real é que pode ser a melhor opção para investidores do mercado de câmbio no mundo pós-Brexit – ao menos de acordo com o jornal americano The Wall Street Journal, que levou ao ar em seu site nesta quinta-feira reportagem sobre o tema.

O diário destacou que o real foi a moeda que mais se valorizou desde a última sexta-feira, quando saiu o resultado do referendo que selou o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. Iene e franco suíço, moedas fortes e chamariz de investidores em momentos de instabilidade, subiram 2% no mesmo período.

“Não, não é que os investidores de repente tenham encontrado um refúgio no politicamente instável Brasil”, ressalva a publicação. A valorização da moeda brasileira está mais associada aos altos juros do Brasil e ao fato de que o Brexit reforçou a tendência de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) postergar a elevação de sua taxa básica de juros.

Em um cenário de incerteza, como o criado pelo Brexit, a expectativa de mudança na política monetária americana no curto prazo diminuiu, na avaliação de investidores. Juros mais altos nos EUA tendem a atrair recursos que, no momento, estão em ativos de mercados emergentes, como o Brasil. Assim, se os EUA de fato decidirem esperar mais um pouco para alterações na política monetária, os emergentes seguem atrativos. Daí a alta do real.

A moeda brasileira valorizou-se 18,61% no primeiro semestre. Em junho, a alta em relação ao dólar foi de 11,05%. Essa foi a maior variação da moeda para um só mês desde abril de 2003.

(Da redação)