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Quanto Brasil ainda pode crescer no setor de maquiagem, segundo diretora da Vult

País já é terceiro maior mercado consumidor de beleza do mundo, mas executiva vê espaço para ampliar influência brasileira em maquiagem

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2026, 16h46 | Atualizado em 10 set 2026, 17h49
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O Brasil já ocupa uma posição de destaque no mercado global de beleza, mas ainda tem espaço para aumentar sua relevância, especialmente no segmento de maquiagem. A avaliação é de Giovana Orlandeli, diretora de branding e comunicação da Vult, que vê na diversidade das consumidoras brasileiras uma oportunidade para a indústria desenvolver produtos capazes de ganhar espaço também fora do país.

De acordo com dados da Euromonitor International, o país é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo — atrás apenas de Estados Unidos e China — e responde ainda por mais de 40% do consumo da América Latina. O setor movimentou cerca de 175 bilhões de reais no varejo em 2025, crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior.

Para Orlandeli, a dimensão do mercado brasileiro e o grau de exigência da consumidora ajudam a transformar o país em um laboratório para novas soluções. “A grande oportunidade está em transformar essa expertise brasileira em inovação com potencial global”, afirma, em entrevista a Veja Negócios.

Na maquiagem, essa característica ganha peso pela diversidade de tons, tipos de pele e necessidades existentes no mercado nacional. A executiva considera que essa complexidade força as empresas a desenvolverem produtos mais abrangentes e pode gerar soluções com potencial de exportação.

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A própria Vult, marca de beleza do Grupo Boticário, pretende ampliar em 67% a quantidade de tons disponíveis em sua grade de bases. A mudança faz parte de uma reformulação do portfólio da marca, que prevê novas fórmulas, embalagens e produtos. O movimento faz parte do objetivo da companhia de crescer em 20% na categoria de maquiagem em 2027.

A empresa também afirma ter aumentado em 240% os investimentos em maquiagem na comparação com o ano anterior. A marca está presente em 37 mil pontos de venda no país e possui 15,4% de participação no segmento de maquiagem no canal farmacêutico. No período mais recente, enquanto o mercado de maquiagem no canal recuou 2%, a Vult registrou crescimento de 4%.

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Apesar dos números, Orlandeli avalia que o potencial brasileiro vai além do tamanho do consumo interno, já que o país pode deixar de ser apenas um mercado que absorve tendências internacionais para também participar da criação delas. “Temos capacidade de criar a partir da nossa realidade, desenvolver soluções relevantes e levar esse conhecimento além das fronteiras”, diz.

A aposta da Vult ocorre em um momento de renovação da marca, que completa 22 anos de mercado. O novo portfólio começa a ser vendido ao varejo em setembro, com chegada ao consumidor prevista para a primeira quinzena de outubro.

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