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Quais os produtos brasileiros que serão mais afetados com novas tarifas dos EUA

Máquinas, calçados, plásticos e produtos de madeira estão entre os setores mais expostos; governo estima risco para 21% das exportações ao mercado americano

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2026, 11h29 | Atualizado em 5 jun 2026, 10h50
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Menos de 24 horas após o governo Donald Trump propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros ao concluir uma investigação comercial contra o país, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma segunda sobretaxa, desta vez de 12,5%, relacionada a uma apuração sobre supostas falhas no combate ao trabalho forçado.

As medidas ainda dependem de consultas públicas e audiências previstas para julho, mas a possibilidade de que sejam aplicadas de forma cumulativa já preocupa exportadores brasileiros. Nesse cenário, alguns produtos poderiam enfrentar uma sobretaxa total de até 37,5% para entrar no mercado americano.

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Diante desse risco, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) já identificou quais setores da economia brasileira estariam mais expostos às tarifas. Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, as medidas propostas pelos Estados Unidos ameaçam diretamente cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano.

Entre os segmentos mais expostos estão:

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  • máquinas e equipamentos industriais;
  • produtos de plástico;
  • calçados;
  • produtos de madeira, como esquadrias;
  • papel-cartão;
  • ferro fundido;
  • peixes e crustáceos.

Quais produtos devem escapar das tarifas?

Apesar do alcance das medidas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), uma série de produtos foi incluída na lista de exceções da investigação aberta contra o Brasil.

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Entre eles estão alguns dos principais itens exportados pelo país para o mercado americano:

  • café;
  • carne bovina;
  • petróleo bruto;
  • minerais estratégicos;
  • fertilizantes;
  • produtos farmacêuticos;
  • peças e componentes aeronáuticos;
  • aeronaves;
  • terras raras;
  • diversos produtos químicos.
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A lista de exclusões foi criada porque o próprio governo americano reconhece que alguns desses produtos são considerados essenciais para a economia dos Estados Unidos ou possuem oferta doméstica insuficiente.

Por que máquinas e indústria preocupam mais?

A avaliação do governo brasileiro é que o maior risco está justamente nos produtos manufaturados, que possuem maior valor agregado e geram mais empregos na indústria nacional.

Ao contrário de commodities como café, petróleo e carne bovina, que aparecem entre os produtos excluídos das propostas tarifárias, bens industriais tendem a enfrentar concorrência direta de fabricantes americanos ou de outros países.

A preocupação aumenta porque os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de produtos industrializados. Caso as tarifas avancem e sejam cumulativas, empresas brasileiras poderão perder competitividade em segmentos como máquinas, equipamentos, calçados e manufaturados em geral.

Os próximos passos incluem consulta pública até o início de julho e audiências conduzidas pelo USTR antes de uma decisão final sobre a implementação das medidas.

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