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Protecionismo argentino faz ALL ter prejuízo no 2º tri

A gigante brasileira registrou prejuízo líquido de 74,4 milhões de reais no período; não fosse a questão envolvendo o vizinho, o lucro seria de 171 milhões de reais

Por Da Redação 6 ago 2013, 13h31

A empresa de transportes ALL registrou prejuízo líquido de 74,4 milhões de reais no segundo trimestre, tendo seu desempenho afetado pela baixa contábil dos ativos na Argentina. As concessões ferroviárias que a empresa operava no país foram rescindidas pelo governo Kirchner no início de junho. A gigante brasileira tem entre seus acionistas a 3G Capital, gestora de recursos do empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann.

No primeiro semestre do ano, o resultado líquido foi negativo em 46,5 milhões de reais, também impactado pelo efeito negativo de 228,6 milhões de reais das operações na Argentina. “Em 5 de junho, o governo argentino rescindiu as concessões da ALL no país. Conforme já informado ao mercado pela ALL, a companhia planejava descontinuar suas operações na Argentina, tendo em vista as atuais condições políticas e econômicas do país”, afirmou a empresa.

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A empresa observou ainda que a operação no país vizinho representou uma parte muito pequena dos resultados consolidados da ALL nos últimos anos, mas vinha exigindo “um foco desproporcional da administração”.

A empresa ainda disse que os ativos da ALL Argentina possivelmente não poderão ser recuperados. Excluindo os efeitos da baixa na Argentina, a ALL teve um lucro de 171,6 milhões de reais no segundo trimestre, um crescimento de 5,5% sobre o mesmo período de 2012.

A geração de caixa medida pelo lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou 578,4 milhões de reais, alta de 12,6% na mesma base de comparação. A margem Ebitda passou de 55,6% para 55,9%.

Segundo a ALL, o crescimento no Ebitda foi influenciado pelas operações ferroviárias, que teve um Ebitda ajustado de 560,2 milhões de reais. “O número foi alcançado apesar de uma queda marginal nos volumes transportados no trimestre, uma vez que fomos capazes de aumentar o yield (tarifa média) e melhorar nossas margens no segundo trimestre”, informou a empresa.

(com agência Reuters)

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