ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Proibidas, bets ainda possuem R$ 1,45 bilhão não resgatados por apostadores

O prazo para solicitar o resgate termina às 23h59 da próxima segunda-feira, 5 de outubro

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 out 2026, 17h59
Proibidas, bets ainda possuem R$ 1,45 bilhão não resgatados por apostadores Priorize VEJA no Google

Proibidas de operar no Brasil desde a sexta-feira, 25 de setembro, as bets ainda aguardam que os apostadores resgatem 1,45 bilhão de reais depositados em suas contas. O valor representa uma queda de 31% sobre o saldo existente em 26 de setembro. Segundo o Ministério da Fazenda, o dinheiro pertence a quase 29 milhões de CPFs. Segundo a Medida Provisória 1.394, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de banir os sites de apostas, o prazo para solicitar o resgate do dinheiro terminar às 23h59 da próxima segunda-feira, 5 de outubro.

A partir da zero hora de 6 de outubro, os sites e aplicativos de jogos online deixarão de funcionar em todo o território nacional. A partir daí, as bets deverão informar aos bancos os saldos remanescentes por CPF e caberá a tais instituições promover o reembolso aos titulares das contas. Caso isso não seja possível, a Caixa Econômica Federal se encarregará da tarefa a partir de 14 de outubro.

A decisão tomada por Lula de proibir repentinamente o funcionamento das bets foi duramente criticada pelo setor. Legalizadas em 2018 pelo governo Temer, coube a Lula estabelecer a regulamentação que, desde 2023, regia esse mercado. Entre as exigências para operar legalmente no Brasil, estavam o pagamento de uma outorga de 30 milhões de reais por uma licença de cinco anos, o cadastro biométrico dos usuários, a criação de botões de autoexclusão para que os usuários pudessem cancelar rapidamente suas contas, a proibição de apostas por menores de idade, a instalação de uma sede no Brasil e a colaboração com as autoridades no combate ao crime organizado.

Segundo porta-vozes do setor, a MP 1.394 representa uma preocupante quebra de contrato, já que as empresas contavam com o amparo legal fornecido pelo próprio governo Lula para funcionar. O episódio alimenta ainda mais a insegurança jurídica que afugenta investidores do país, além de causar grandes prejuízos à economia. Estima-se que o mercado de apostas online alcance 100 bilhões de reais neste ano. As bets ilegais criadas por facções criminosas para lavar o dinheiro do tráfico de drogas e de outras infrações ficariam com 41% desse total – uma fatia inferior aos 45% de 2025, quando o faturamento das bets foi de 97 bilhões de reais.

Continua após a publicidade

Desde a semana passada, contudo, Lula abriu espaço para que os criminosos explorem todo o setor. No primeiro fim de semana após a proibição, 4 700 sites de apostas foram criados. Na última terça-feira, 29, enquanto os sites legalizados eram bloqueados, os ilegais seguiam funcionando normalmente. A reportagem de VEJA abriu contas e apostou em alguns – o dinheiro foi perdido rapidamente em rodadas quase automáticas de jogo. Foi o suficiente para comprovar a estratégia de lesar os consumidores por trás dessas plataformas.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA 10.10

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).