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Produção industrial retrocede pelo segundo mês consecutivo

Rio de Janeiro, 31 mai (EFE).- A produção industrial brasileira retrocedeu 0,2% em abril em comparação com março, completando dois meses consecutivos de retração, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A produção das fábricas havia caído 0,5% em março frente a fevereiro. Perante esses resultados negativos, o setor acumulou um retrocesso de 2,8% nos quatro primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2011.

Segundo o IBGE, a produção de abril caiu 2,9% frente à do mesmo mês de 2011. Foi o oitavo mês consecutivo em que as fábricas produziram menos que no mesmo mês do ano anterior.

Os resultados da indústria põem em dúvida as últimas projeções do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que há uma semana previu que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3,5% neste ano.

A economia brasileira, que em 2010 cresceu 7,5%, se desacelerou até 2,7% em 2011 como consequência, entre outros fatores, do mau desempenho da indústria.

Afetada pela crise internacional, que reduziu a demanda por produtos brasileiros no exterior, a indústria só cresceu 1,6% no ano passado, após ter se expandido 10,5% em 2010.

Nos 12 meses terminados em abril a produção industrial acumulou um retrocesso de 1,1% em comparação com o período entre maio de 2010 e abril de 2011.

O Governo Federal anunciou neste ano diversas medidas de incentivo, especialmente tributários, para impulsionar os setores industriais mais afetados pela crise.

Segundo o IBGE, 14 dos 27 setores industriais analisados reduziram sua produção em abril com relação ao mesmo mês do ano passado, assim como 55% dos 755 produtos estudados.

Os setores que mais minguaram a produção foram o automotivo (-10,5%), farmacêutico (-18,2%), material eletrônico e equipamentos de telecomunicações (-16,6%), alimentos (-3,1%), metalurgia básica (-4,7%), tabaco (-20,6%), produtos de metal (-5,7%) e têxtil (-7,7%).

Entre os produtos cuja fabricação caiu, destacam-se caminhões, remédios, telefones celulares, televisores, açúcar refinado e carnes.

O setor que mais cresceu em abril frente ao mesmo mês do ano passado foi o de petróleo e etanol, com um aumento de 6%, seguido por máquinas de escritório e informática (4,4%) e celulose e papel (3,9%). EFE