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Produção industrial registra expansão de 14,1% no ano

No mês de agosto, porém, houve queda de 0,1% ante julho, segundo o IBGE

A atividade industrial mostrou em agosto um quadro de estabilidade frente ao patamar do mês anterior

A produção industrial apresentou queda de 0,1% em agosto ante julho, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em relação a agosto de 2009 houve expansão de 8,9%, completando dez meses seguidos de taxas positivas nessa base de comparação. Nos primeiros oito meses do ano, a alta acumulada já chega a 14,1%. O acumulado nos últimos 12 meses manteve a trajetória ascendente iniciada em outubro de 2009, ao passar de 8,3% em julho para 9,9% em agosto.

A atividade industrial mostrou em agosto um quadro de estabilidade frente ao patamar do mês anterior, após ter avançado 0,6% em julho. Entre as categorias de uso, ainda na série com ajuste sazonal, o segmento de bens de capital foi o único que apontou expansão na produção (1,4%), enquanto bens intermediários (-1,5%), influenciado em grande parte pelo resultado negativo de metalurgia básica e pela paralisação técnica ocorrida em refino de petróleo e produção de álcool, exerceu a principal contribuição negativa.

Em comparação a 2009, permaneceu o crescimento de perfil disseminado entre as categorias de uso, atividades, subsetores e produtos. Na análise dos índices por quadrimestres, o setor industrial avançou 10,8% no período maio-agosto, ritmo de expansão menos intenso que os 18% observados nos quatro primeiros meses do ano, ambas as comparações contra igual período do ano anterior, refletindo não só o comportamento mais moderado da atividade industrial nos últimos meses, mas também a elevação da base de comparação.

Em termos de categorias de uso, nesse mesmo tipo de confronto, todos os segmentos mostraram o mesmo movimento, com bens de consumo duráveis registrando a maior perda entre os dois períodos, ao passar de 26,2% para 7,2%, seguido por bens intermediários (de 19,3% para 11,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (de 8,6% para 4,9%). O setor de bens de capital foi o que assinalou a menor redução no ritmo de crescimento entre o primeiro e o segundo quadrimestre do ano (de 28,5% para 28,1%), além de permanecer com a taxa mais elevada.