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Produção industrial no Brasil tem queda de 1,2% em novembro, diz IBGE

Foi o primeiro recuo registrada pelo instituto em três meses; setor de veículos e alimentos puxaram o resultado negativo do período

Por da Redação - Atualizado em 9 jan 2020, 10h32 - Publicado em 9 jan 2020, 09h25

A produção industrial no Brasil recuou 1,2% em novembro em comparação a outubro, quebrando a sequência de altas dos três meses anteriores. O resultado divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz o pior dado para novembro desde 2015, quando a indústria caiu 1,9%. De janeiro a novembro, o índice acumulou queda de 1,1%; em 12 meses, recuou 1,3%.

Entre as grandes categorias econômicas, a de bens de consumo duráveis foi a que teve o recuo mais acentuado, de 2,4%, puxado principalmente pela menor produção de automóveis. Perdeu assim parte do ganho de 3,9% acumulado no período setembro-outubro de 2019, mas cresceu 0,7% frente a igual período do ano anterior e acumulou ganho de 2% de janeiro a novembro.

A grande influência negativa foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, com recuo de 4,4%. Segundo o gerente da Pesquisa Industrial Mensal, André Macedo, o movimento é sazonal. “É comum que a produção de automóveis seja elevada nos meses de setembro e outubro e reduza no final do ano, por conta férias coletivas”, explica Macedo.

Outra produção que teve forte influência na queda foi a de produtos alimentícios (-3,3%). “O crescimento vinha sendo alavancado pelo aumento nas exportações de carne e da produção de açúcar. A carne continua em expansão, mas o açúcar tem uma volatilidade maior, tanto por conta de condições climáticas quanto em função da demanda por etanol, que também é produto da cana-de-açúcar”, destaca o gerente da pesquisa.

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A indústria extrativa também teve queda expressiva (-1,7%), acumulando recuo de 4,6% em três meses consecutivos. E outras contribuições negativas relevantes vieram de outros produtos químicos (-1,5%), de máquinas e equipamentos (-1,6%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-5,7%), de celulose, papel e produtos de papel (-1,8%), de produtos de minerais não-metálicos (-1,8%) e de metalurgia (-1,1%).

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