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Produção industrial em São Paulo tem maior queda dos últimos seis anos

Segundo IBGE, nível da atividade industrial caiu em 13 das 15 regiões averiguadas em maio ante o mesmo mês do ano passado

Por Da Redação 10 jul 2015, 10h37

A produção industrial teve queda em treze das quinze regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio ante o mesmo mês do ano passado, informa o instituto nesta sexta-feira. As maiores quedas – acima de 13% – foram verificadas no Ceará (13,9%), São Paulo (13,7%), Amazonas (13,7%) e Rio Grande do Sul (13,3%). Os dois únicos locais que tiveram alta foram o Espírito Santo (14,1%) e o Pará (2,6%). No país todo, a produção industrial teve retração de 8,8%.

No caso de São Paulo, que tem o maior parque industrial do país, a baixa de 13,7% é a mais acentuada desde abril de 2009, quando o recuo foi de 14,3%. Além de forte, a retração foi generalizada. Pela primeira vez na história da pesquisa, iniciada em 2002, todas as dezoito atividades industriais na região apresentaram queda na produção de forma simultânea.

“O que mais impressiona ainda é a sequência de quinze quedas (na comparação interanual). Ou seja, a produção está caindo sobre um mês em que ela já caiu”, afirmou Rodrigo Lobo, pesquisador da Coordenação de Indústria do IBGE. “Essa sequência confere a esse período atual um diferencial mais crítico do que naquele período de crise internacional, em que houve doze taxas negativas”.

Na época da crise em 2008, as condições macroeconômicas não eram tão desfavoráveis, pontuou Lobo. “Ainda se tinha uma massa salarial mais elevada, não tinha pressão tão grande da inflação, crédito se recuperou de forma rápida. Mercado interno fez com que houvesse crescimento acelerado no momento subsequente, o que não observamos agora. Com isso, a recuperação tem sido mais difícil”, avaliou.

A sequência negativa sustentada por São Paulo é idêntica à apresentada pela produção nacional. Além da indústria paulista, o desempenho do Rio de Janeiro, também com quinze quedas no confronto interanual, pesa sobre o resultado nacional. “Os dois Estados mais industrializados do país mostram a maior sequência de resultados negativos”, destaca Lobo. Em maio, a produção do Rio de Janeiro recuou 2% em relação a igual período de 2014.

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Apesar do cenário negativo frente ao ano passado, a atividade da indústria brasileira mostrou sinais de melhora em maio ante abril, com avanço de 0,6%. Para essa base de comparação, a produção cresceu em nove das catorze regiões averiguadas, com destaques para o Ceará (3,6%), Amazonas (2,6%), Pernambuco (1,4%) e Minas Gerais (1,3%).

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(Da redação)

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