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Produção industrial cai 0,6% em agosto e tem recuo em 16 de 25 setores

Indústria também recuou 1,2% na comparação anual, mas ainda acumula crescimento de 0,8% nos oito primeiros meses de 2026

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 out 2026, 09h36 | Atualizado em 2 out 2026, 10h24
Produção industrial cai 0,6% em agosto e tem recuo em 16 de 25 setores Priorize VEJA no Google

A produção industrial brasileira recuou 0,6% em agosto na comparação com julho, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira, 2, eliminando o avanço de 0,1% registrado no mês anterior. O resultado volta a colocar a indústria no campo negativo depois de julho ter interrompido uma sequência de dois meses consecutivos de queda.

O recuo foi disseminado. Na passagem de julho para agosto, as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram redução na produção. Entre as atividades, a maior queda percentual veio de produtos do fumo, com recuo de 23,4%, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento. Produtos farmoquímicos e farmacêuticos caíram 5,5%, enquanto as indústrias extrativas tiveram retração de 0,7%, acumulando quatro meses seguidos de resultados negativos.

Também contribuíram para o desempenho negativo equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%), outros equipamentos de transporte (-2,9%), produtos de borracha e material plástico (-1,8%) e produtos de metal (-1,6%). Na direção contrária, nove atividades aumentaram a produção. O setor de produtos alimentícios, com avanço de 1%, exerceu a principal influência positiva sobre a indústria e acumulou crescimento de 2,2% em dois meses. Produtos diversos avançaram 8,4%, produtos químicos, 0,9%, e metalurgia, 0,8%.

Queda atinge todas as grandes categorias

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis tiveram a maior retração na passagem de julho para agosto, de 1,7%. Bens de consumo duráveis recuaram 1%, devolvendo parte da expansão de 3,4% observada no mês anterior.

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A produção de bens de capital caiu 0,6%, enquanto a de bens intermediários teve retração de 0,2%. Neste último caso, foi o quarto resultado negativo consecutivo, período em que o segmento acumulou perda de 2,3%. A média móvel trimestral da indústria também caiu 0,7% no trimestre encerrado em agosto. Todas as quatro grandes categorias econômicas apresentaram resultados negativos nessa comparação.

Na comparação com agosto de 2025, a produção industrial recuou 1,2%, aprofundando a queda de 0,5% registrada em julho. Dos 25 ramos pesquisados, 17 produziram menos do que um ano antes, enquanto 54,2% dos 789 produtos acompanhados apresentaram redução.  Nessa comparação, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-22,3%), máquinas e equipamentos (-8%) e produtos químicos (-3,8%) exerceram as principais pressões negativas. Entre as grandes categorias, bens de consumo semi e não duráveis caíram 4,5%, enquanto bens de capital recuaram 4,1%.

Apesar da perda de ritmo nos últimos meses, a indústria ainda acumula crescimento de 0,8% entre janeiro e agosto frente ao mesmo período de 2025. Em 12 meses, a produção avança 0,6%. No acumulado do ano, 11 dos 25 ramos industriais apresentam crescimento, com destaque positivo para indústrias extrativas, derivados do petróleo e biocombustíveis e veículos.

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Entre as grandes categorias, bens de consumo duráveis acumulam alta de 2,1% no ano e bens intermediários avançam 1,6%. Bens de capital, por outro lado, registram queda de 5,3% e são a única grande categoria com resultado negativo nos oito primeiros meses de 2026.

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