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Produção industrial avança 0,3% em 2011

Dados do IBGE mostram que a produção cresceu 0,9% em dezembro - estimulada, sobretudo, pelos bons resultados do primeiro trimestre

Por Da Redação - 31 jan 2012, 08h36

A produção industrial brasileira fechou 2011 com modesto crescimento de 0,3%, informou nesta segunda-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é bem abaixo do crescimento de 10,5% registrado em 2010, quando acumulou a maior variação positiva em 24 anos. O resultado acumulado de do ano passado ficou dentro do esperado por analistas, que previam aumentos de 0,20% a 0,50%, e em linha com a mediana projetada para o período, de 0,3%.

Em dezembro de 2011, o índice cresceu 0,9% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após ter registrado ligeira variação positiva de 0,2% em novembro. Na comparação com dezembro de 2010, a produção da indústria teve queda de 1,2%.

Setores – Entre as categorias industriais, o segmento de bens de capital foi o principal destaque, sustentado principalmente pelo avanço na produção de bens de capital para transportes. Já o segmento de bens de consumo duráveis acabou sendo pressionado pela queda na fabricação de automóveis, exerceu a influência negativa mais relevante.

O avanço de 0,9% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro foi reflexo de um movimento de recuperação da indústria, que alcançou 16 dos 27 ramos pesquisados e todas as categorias de uso. Entre os setores, a principal influência positiva veio de veículos automotores, com avanço de 5,2%, após recuar 13% em setembro de 2011. Segundo o IBGE, a principal razão do recuo foi a concessão de férias coletivas em várias empresas do setor – que, por sua vez, ocorreram devido à forte queda na demanda por automóveis.

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Entre os demais impactos positivos do índice, na comparação mensal, estão os segmentos de alimentos (3,9%); equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (16,8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,4%); máquinas e equipamentos (2,1%); outros equipamentos de transporte (2,4%); e celulose e papel (1,3%). Por outro lado, entre as 11 atividades que reduziram a produção, os desempenhos de maior importância foram edição e impressão (-4,0%), vestuário e acessórios (-9,4%), que praticamente eliminou a expansão de 9,5% verificada no mês anterior, têxtil (-4,6%), produtos de metal (-2,0%) e borracha e plástico (-1,8%).

A desaceleração da indústria pode ser notada de maneira ainda mais clara por meio dos índices trimestrais. Nos três primeiros meses do ano, o avanço foi de 2,8%, uma vez que o segundo não passou de 0,6% e, no terceiro, ficou em 0%. O recuo mais expressivo foi verificado no quarto trimestre, quando a atividade industrial caiu 2%.

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