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Produção global de café 11/12 deverá cair 2,4%, diz OIC

HANÓI, 12 Abr (Reuters) – A produção global de café no atual ano safra 2011/12 deverá cair 2,4 por cento, para cerca de 131 milhões de sacas, principalmente devido à menor produção depois do clima adverso nas principais áreas produtores, disse a Organização Internacional do Café (OIC) nesta quinta-feira.

A estimativa feita pela organização baseada em Londres, em seu relatório de março, é levemente superior à previsão de fevereiro.

O relatório de fevereiro da OIC havia estimado uma produção global de 128,5 milhões de sacas, 4,3 por cento abaixo da temporada 2010/11.

A queda esperada pode elevar os preços globais do café, que fecharam em alta na quarta-feira, após um forte terremoto na Indonésia.

A OIC reduziu a estimativa para produção 2011/12 da Indonésia para 8,25 milhões de sacas de café, 9,6 por cento abaixo da temporada passada e da previsão de 9,2 milhões de sacas do relatório de fevereiro, citando clima adverso.

“O clima adverso também pode afetar a safra em 2012/13”, disse a OIC.

Fortes chuvas afetaram a produção indonésia este ano, desacelerando a chegada de grãos na colheita em andamento e levando a prêmios maiores em relação aos preços em Londres, disseram traders.

A produção brasileira foi mantida inalterada em 43,48 milhões de sacas, e a produção do Vietnã ficou estática em 17,5 milhões de sacas em 2011/12, afirmou o relatório.

“No caso do ano safra 2012/13, que começa em abril, um aumento substancial da produção pode ser esperado, uma vez que as árvores de café estavam em recuperação em 11/12”, disse a OIC sobre o Brasil.

O Vietnã, maior produtor mundial de café robusta, exportou cerca de 2,7 milhões de sacas em fevereiro, conta 2,1 milhões de sacas embarcadas pelo Brasil, disse a OIC.

“A performance de exportação do Vietnã pode levar a um nível de produção muito maior que o volume estimado para 2011/12”, disse o relatório. O ano safra do café do país vai de outubro a setembro.

A OIC também revisou para cima o consumo global para o ano calendário 2010, para 135,8 milhões de sacas, um aumento de 2,9 por cento em relação à 2009, ante a estimativa anterior de 135 milhões.

Os dados de consumo para 2011 não estavam disponíveis, mas a demanda em mercados em desenvolvimento tem se provado resistente, tendo crescido 1,1 por cento ao ano em 10 anos até 2010, disse Roberio Oliveira Silva, diretor-executivo da OIC, no início do mês passado.

(Reportagem de Ho Binh Minh)